Ex-PM, delegada Layla Lima Ayub teria se infiltrado na Polícia Civil de SP a mando do PCC

Segundo as investigações, 9 dias após ser empossada delegada, ela teria atuado como advogada para obter a soltura de um integrante da facção. 'Estadão' tenta contato com a defesa

16 jan 2026 - 11h11
(atualizado às 11h20)

Presa nesta sexta-feira, 16, em sua casa na zona oeste de São Paulo, a delegada Layla Lima Ayub é ex-policial militar do Espírito Santo e teria se infiltrado na Polícia Civil para atender aos interesses do crime organizado. A reportagem tenta contato com a defesa da delegada. Ela foi empossada no dia 19 de dezembro, em cerimônia no Palácio dos Bandeirantes.

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"De fato, se comprovado que o PCC arregimentou a investigada para passar em um concurso público de delegada de Polícia, sobretudo no Estado mais populoso e com o maior quadro de policiais do País, pode-se afirmar, sem qualquer dúvida, que, se já não nos tornamos um narcoestado, estamos a poucos passos disso", afirmou o juiz na decisão.

Layla Ayub, recém-empossada no Palácio dos Bandeirantes, foi presa na manhã desta sexta-feira, 16, em São Paulo
Layla Ayub, recém-empossada no Palácio dos Bandeirantes, foi presa na manhã desta sexta-feira, 16, em São Paulo
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

Segundo as investigações, no dia 28 de dezembro, já no cargo de delegada, ela atuou de forma irregular como advogada com o objetivo de obter a soltura de um integrante da facção na cidade de Marabá.

Ela também é apontada como namorada de Jardel Neto Pereira da Cruz, o 'Dedel', integrante do PCC no Pará, com quem passou a residir junto na capital paulista após ser empossada delegada. Há ainda indícios de que o casal teria adquirido uma padaria na zona leste pouco depois da mudança para lavar dinheiro do crime organizado.

Ex-policial militar no Espírito Santo, Layla Ayub teria um relacionamento amoroso com um integrante do PCC no Pará
Foto: Reprodução/Instagram / Estadão

Conforme revelado pelo Estadão, ao menos 49 empresas de diversos ramos da economia, como padaria, lojas de carros e fintechs, estão na mira da polícia por envolvimento com o crime organizado. Elas fazem parte de uma rede de prestadoras de serviço do Primeiro Comando da Capital (PCC) e atuam lavando dinheiro da facção.

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