Quem é Dedel, apontado como líder do PCC e namorado de delegada presa em SP

Alvo também de operação, Jardel Neto Pereira da Cruz teria um relacionamento amoroso com a delegada Layla Lima Ayub, que foi presa na manhã desta sexta-feira, 16. Defesas não foram localizadas

16 jan 2026 - 11h06
(atualizado às 11h15)

RIO - A delegada Layla Lima Ayub foi presa na manhã desta sexta-feira, 16, em São Paulo, suspeita de manter ligações com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo as investigações, ela teria um relacionamento amoroso com um integrante do PCC no Pará, identificado como Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como 'Dedel'.

O Estadão busca contato com a defesa de Layla Ayub e Jardel Neto. O espaço está aberto. Ao ser presa, Layla não negou que mantém ligação com a facção e admitiu que seu namorado Jardel Neto.

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Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como 'Dedel', apontado como uma das lideranças do PCC no Pará e namorado da delegada.
Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como 'Dedel', apontado como uma das lideranças do PCC no Pará e namorado da delegada.
Foto: Reprodução/Redes Sociais / Estadão

De acordo com a polícia, Jardel Neto seria um dos líderes do PCC também em Roraima, onde respondeu por outras investigações. Ele foi preso, no dia 7 de junho de 2021, por tráfico de drogas. E em 2023, foi beneficiado com uma saída temporária.

No entanto, ainda em 2023, foi preso, em Marabá, no Pará. Ele chegou a ficar foragido por não retornar ao sistema penitenciário após uma saída temporária naquele ano. Posteriormente, saiu em liberdade condicional.

Após ser preso em 2023, Jardel cumpria a pena em liberdade por condenação por tráfico de drogas. Ele, porém, teria descumprido determinações judiciais ao se deslocar para São Paulo sem autorização, segundo a investigação. O homem é um dos alvos dos mandados de prisão temporária expedidos pela Justiça nesta sexta-feira.

Imagens reunidas no inquérito mostram que Jardel acompanhou Layla na cerimônia de posse como delegada, realizada no Palácio dos Bandeirantes, em 19 de dezembro, evento que contou com a presença de diversas autoridades, entre elas o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos).

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A investigação aponta ainda que Layla e Jardel passaram a residir juntos em São Paulo após a posse da delegada, período em que ela frequentava o curso de formação da carreira na Academia da Polícia Civil. Há também indícios de que o casal teria adquirido uma padaria na zona leste da capital paulista pouco depois da mudança para lavar dinheiro do crime organizado.

No dia 28 de dezembro, a ex-policial militar no Espírito Santo, já no cargo de delegada, teria atuado de forma irregular como advogada em uma audiência de custódia em Marabá, com o objetivo de obter a soltura de um integrante da facção na cidade.

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