Delegada recém-empossada é presa em São Paulo por elo com o PCC

Segundo o Ministério Público, a agente mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa

16 jan 2026 - 09h05
(atualizado às 09h11)
Resumo
Delegada recém-empossada em São Paulo foi presa por suposto vínculo com o PCC na Operação Serpens, envolvendo relacionamento com uma liderança da facção e atuação irregular como advogada após assumir o cargo.
Layla Ayub tomou posse como delegada em 19 de dezembro do ano passado
Layla Ayub tomou posse como delegada em 19 de dezembro do ano passado
Foto: Reprodução/Instagram

Uma delegada recém-empossada em São Paulo foi presa, na manhã desta sexta-feira, 16, por suposto elo com a facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). A informação foi divulgada pelo Ministério Público de São Paulo (MPSP), que por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), e junto à Corregedoria-Geral da Polícia Civil do Estado de São Paulo e o GAECO do Estado do Pará, deflagrou a Operação Serpens

O jornal Estadão divulgou que a delegada foi identificada como Layla Lima Ayub. Ela havia tomado posse no dia 19 de dezembro, em evento no Palácio dos Bandeirantes. Na cerimônia Layla estaria acompanhada por Jardel Neto Pereira da Cruz, conhecido como “Dedel”, apontado como uma das lideranças do PCC no Pará e namorado da delegada.

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Ainda de acordo com o MPSP, a delegada mantinha vínculo pessoal e profissional com integrantes da facção criminosa, inclusive exercendo irregularmente o cargo de advogada, em audiência de custódia, para presos integrantes de organizações criminosas, após ter tomado posse no cargo de delegada de polícia.

Ao todo, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo e de Marabá, no Pará, expedidos pela 2ª Vara Especializada de Crime Organizado da Capital, bem como dois mandados de prisão temporária em face da delegada de Polícia e de um integrante da facção criminosa PCC, que se encontrava em liberdade condicional.

O Terra pediu posicionamento à Secretaria da Segurança Pública de São Paulo e tenta contato com a defesa da delegada, mas ainda aguarda retorno. 

Fonte: Portal Terra
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