Segundo foragido por estupro coletivo contra adolescente se entrega à Polícia

João Gabriel Xavier Bertho é jogador do Serrano Football Club e se entregou no 10ª DP (Botafogo)

3 mar 2026 - 13h57
(atualizado às 14h21)
João Bertho, de 19 anos, assinou contrato profissional com o clube de Petrópolis em agosto de 2025
João Bertho, de 19 anos, assinou contrato profissional com o clube de Petrópolis em agosto de 2025
Foto: Reprodução/Facebook/Serrano Football Club

A Polícia Civil prendeu nesta terça-feira, 3, João Gabriel Xavier Bertho, de 19 anos, um dos suspeitos procurados por participar do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos. Conforme confirmado ao Terra, Bertho foi capturado após se entregar na 10ª DP (Botafogo). Ele é o segundo envolvido no caso a ser detido

Bertho é jogador do Serrano Football Club, time de futebol de Petrópolis, no Rio de Janeiro, e teve o contrato suspenso, após ser afastado do clube devido à gravidade da denúncia, conforme nota emitida no último domingo, 1º. 

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"O Serrano FC informa que tomou conhecimento do indiciamento do atleta João Gabriel Xavier Bertho em investigação da Polícia Civil. Entendemos a gravidade da situação e reforçamos que o clube repudia veementemente qualquer forma de assédio ou violência. O atleta está afastado e seu contrato suspenso. Estamos acompanhando de perto o desenrolar do caso e os desdobramentos da investigação", informou o clube em nota.

Ele é o segundo envolvido no caso capturado. Antes dele, durante a manhã desta terça, Mattheus Verissimo Zoel Martins, de 19, também se apresentou no 12ª DP (Copacabana) com um advogado.

Ainda seguem foragidos Bruno Felipe Allegretti, 18, e Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18, filho do subsecretário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, José Carlos Costa Simonin

Quatro maiores de idade são procurados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos
Foto: Divulgação/Disque Denúncia RJ

Até o momento, a reportagem não localizou a defesa de nenhum dos quatro. Além deles, um jovem menor de idade também foi indiciado por ato infracional análogo ao crime de estupro. Ele é quem teria atraído a vítima para uma emboscada, em um apartamento localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro.

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Segundo a vítima, eles eram colegas de escola e teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024. No dia do crime, em 31 de janeiro, a vítima mantinha relação sexual com ele, quando foi surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto. 

Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.

Ao voltar para a casa, ela contou à família sobre a violência sofrida. “Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: ‘Eles te deixaram alguma marca?’. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: ‘Vamos para a delegacia'", relatou a mãe à TV Globo. 

Ao Terra, o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) confirmou que a 2ª Promotoria de Justiça de Investigação Penal de Violência Doméstica da Área Centro ofereceu a denúncia contra os cinco à Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente (VECA). Questionado se o caso foi aceito pelo Judiciário, o Tribunal de Justiça do Rio afirmou que como o caso está em segredo de justiça, por envolver uma vítima menor de idade, e portanto, não há acesso à esse tipo de informação.

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Fonte: Portal Terra
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