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Filho de subsecretário do RJ é um dos foragidos por estupro coletivo contra adolescente em Copacabana

Vitor Hugo Oliveira Simonin é um dos quatro indiciados e considerados foragidos pela Polícia Civil

3 mar 2026 - 11h21
(atualizado às 11h25)
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Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos suspeitos foragidos no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio
Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos suspeitos foragidos no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio
Foto: Divulgação/Disque Denúncia RJ

Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos suspeitos foragidos no caso de estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Copacabana, no Rio, é filho de um subsecreário estadual de Governança, Compliance e Gestão Administrativa, José Carlos Costa Simonin. 

A informação foi confirmada em uma nota publicada nesta segunda-feira, 2, pela deputada Rosangela Gomes, secretária estadual de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos, ao qual o órgão é vinculado. No comunicado, ela afirma que tomou conhecimento das denúncias contra o filho de Simoni somente neste começo de semana. 

“Recebo essas informações com profunda indignação e tristeza. Minha trajetória de vida e minha gestão são pautadas, acima de tudo, pela defesa intransigente dos direitos das mulheres e pelo combate a todo tipo de violência. Jamais compactuaria com qualquer ato que fira a dignidade feminina ou a integridade de nossas jovens”, declarou. 

A deputada ainda afirma que a Secretaria da Mulher já está prestando o apoio jurídico e psicológico à jovem e sua família. No entanto, na publicação, o advogado Rodrigo Mondego, que representa a vítima, afirmou que não foi oferecido “nenhum apoio jurídico ou psicológico a elas”. 

“Também não houve qualquer contato por parte da Secretaria. Por isso, me preocupa a informação de que teria sido disponibilizado algum tipo de suporte. É possível que a senhora tenha sido induzida a erro ou que tenha recebido informações que não correspondem à realidade dos fatos. Considero fundamental que isso seja verificado com urgência, para que a adolescente e sua família recebam, enfim, o atendimento e a proteção que lhes são devidos”, escreveu em um comentário o advogado. 

O Terra pediu um posicionamento da pasta, que reafirmou “seu compromisso inegociável com a proteção da dignidade humana, com o respeito à vida e com a garantia de direitos da população fluminense”. 

Além disso, o Governo do Rio repudiou a violência contra a vítima de 17 anos e declarou que a Secretaria de Estado da Mulher irá prestar todo apoio psicológico à vítima e a sua família.

Relembre o caso

O caso ocorreu no último dia 31 de janeiro, mas veio à tona após a Polícia Civil realizar o indiciamento, no último sábado, 28, e divulgar as identidades dos procurados. Os suspeitos já indiciados e procurados pela Polícia são: Bruno Felipe Allegretti, 18, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18, Matheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19. 

O jovem que teria atraído a adolescente para a emboscada não teve a identidade divulgada, por ser menor de idade, mas foi também foi indiciado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que pediu a sua apreensão.

O crime ocorreu depois da adolescente ser convidada ao apartamento, localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, por um colega de escola, também menor de idade. Segundo a vítima, os dois teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024. 

Enquanto os adolescentes mantinham relação sexual, a vítima conta ter sido surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto. Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.

“Logo assim que ocorreu, ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida, por vergonha, porque achava que por onde passasse todo mundo ia apontar como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar que não tem culpa, de que não está sozinha e de que ela importa. E que o ‘não’ dela é muito precioso e importa.”

A defesa de Bruno, Vitor e Matheus não foram localizadas até o momento. À emissora, os advogados de João Gabriel declararam que ele ainda não prestou depoimento. No entanto, a  polícia informou que, pela investigação já ter apontado a materialidade e a autoria dos suspeitos, não houve a necessidade de depoimentos prévios.

Medidas da escola e universidades contra suspeitos

Tanto a vítima, quanto o adolescente e Vitor Hugo, filho do subsecretário, são estudantes do Colégio Pedro II, instituição federal de ensino. A escola repudiou a violência e disse que entrou com um processo para desligamento dos dois estudantes, que já tinham recebido advertências e suspensões por comportamento inadequado, como agressões, segundo a TV Globo. 

Bruno Felipe, foi suspenso cautelarmente por 120 dias da Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio). Em uma nota, a instituição afirmou que a suspensão foi determinada nesta segunda-feira, 2, pelo reitor da instituição, José da Costa Filho, diante da gravidade da denúncia. 

Além de proibido de frequentar as salas de aula, laboratórios de ensino ou de pesquisa, Bruno também não poderá estar em ambientes de apoio acadêmico como bibliotecas, restaurante universitário e outras áreas de convivência.

Fonte: Portal Terra
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