Universidade suspende por 120 dias aluno suspeito de participar de estupro coletivo em Copacabana

Bruno Felipe dos Santos Allegretti não poderá frequentar as aulas e ambientes acadêmicos por 4 meses

3 mar 2026 - 09h30
(atualizado às 09h39)
Quatro maiores de idade são procurados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos
Quatro maiores de idade são procurados pelo estupro coletivo de uma adolescente de 17 anos
Foto: Divulgação/Disque Denúncia RJ

A Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio) suspendeu cautelarmente um dos suspeitos de envolvimento no caso do estupro coletivo contra uma adolescente de 17 anos, em Capacabana, no Rio. Bruno Felipe dos Santos Allegretti, de 18, não poderá frequentar as aulas por 120 dias. 

Em uma nota, a Unirio afirmou que a suspensão foi determinada nesta segunda-feira, 2, pelo reitor da instituição,  José da Costa Filho, diante da gravidade da denúncia. Além de proibido de frequentar as salas de aula, laboratórios de ensino ou de pesquisa, Bruno também não poderá estar em ambientes de apoio acadêmico como bibliotecas, restaurante universitário e outras áreas de convivência.

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“Registramos o compromisso de assegurar que os encaminhamentos seguintes do processo administrativo discente ocorram com a responsabilidade e a celeridade necessárias. A Universidade reafirma sua permanente dedicação à construção de um ambiente acadêmico seguro, ético, respeitoso e acolhedor para todas as pessoas”, declarou a instituição. 

Além de repudiar a violência sexual contra a adolescente de 17 anos, a Unirio se solidarizou com a víitma e se colocou à disposição das autoridades policiais e judiciais para colaborar com quaisquer esclarecimentos ou providências que venham a ser solicitados. 

Tanto a vítima, quanto o adolescente e Vitor Hugo Oliveira Simonin, um dos envolvidos no caso, são estudantes do Colégio Pedro II, instituição de ensino federal. A escola repudiou a violência e disse que entrou com um processo para desligamento dos dois estudantes, que já tinham recebido advertências e suspensões por comportamento inadequado, como agressões, segundo o Jornal Nacional. 

Relembre o caso

O crime ocorreu no último dia 31 de janeiro, mas veio à tona após a Polícia Civil realizar o indiciamento, no último sábado, 28, e divulgar as identidades dos procurados. Os suspeitos já indiciados e procurados pela Polícia são: Bruno Felipe Allegretti, 18, Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18, Matheus Verissimo Zoel Martins, 19, e João Gabriel Xavier Bertho, 19. 

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O jovem que teria atraído a adolescente para a emboscada não teve a identidade divulgada, por ser menor de idade, mas foi também foi indiciado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, que pediu a sua apreensão.

No dia do crime, a adolescente foi convidada ao apartamento, localizado na Rua Ministro Viveiros de Castro, por um colega de escola, também menor de idade. Segundo a vítima, os dois teriam tido um relacionamento entre 2023 e 2024. 

Os quatro adultos foram filmados por câmeras de segurança deixando o prédio após cometerem o estupro
Foto: Reprodução/TV Globo

Enquanto os adolescentes mantinham relação sexual, a vítima conta ter sido surpreendida pela entrada dos suspeitos no quarto. Após discussão, os adultos tiraram a roupa e passaram a beijar e apalpar a menor, sem consentimento. Ela relatou, ainda, que foi forçada a praticar sexo oral e sofreu penetração por parte dos quatro suspeitos. A vítima também foi agredida com tapas, socos e um chute na região abdominal.

Ao voltar para a casa, ela contou à família sobre a violência sofrida. “Quando eu me deparei com ela, a primeira pergunta que eu fiz é: ‘Eles te deixaram alguma marca?’. Foi quando ela suspendeu o vestido, mais ou menos até aparecer a nádega, e eu fiquei desesperada e só catei os documentos e falei: ‘Vamos para a delegacia'", relatou a mãe à TV Globo. 

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“Logo assim que ocorreu, ela se sentia muito culpada e dizia que queria desistir da vida, por vergonha, porque achava que por onde passasse todo mundo ia apontar como estuprada e como culpada. Ela está conseguindo se conscientizar que não tem culpa, de que não está sozinha e de que ela importa. E que o ‘não’ dela é muito precioso e importa.”

A defesa de Bruno, Vitor e Matheus não foram localizadas até o momento. À emissora, os advogados de João Gabriel declararam que ele ainda não prestou depoimento. No entanto, a  polícia informou que, pela investigação já ter apontado a materialidade e a autoria dos suspeitos, não houve a necessidade de depoimentos prévios.

Fonte: Portal Terra
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