Cinco pessoas já perderam a visão após passarem por cirurgias de catarata em Salvador, na Bahia. Os procedimentos, realizados de forma gratuita, aconteceram em uma clínica que mantinha convênio com a Secretaria Municipal de Saúde (SMS). O caso foi revelado pela TV Bahia e a prefeitura confirmou ao Terra que desde segunda-feira, 2, o local permanece interditado após o ocorrido.
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Até o momento, 38 pacientes relataram complicações após as operações na clínica Clivan, localizada na Avenida Anita Garibaldi. Entre os relatos à TV Bahia estão fortes dores nos olhos, sangramentos e perda parcial ou total da visão. Entre essas vítimas, oito tiveram complicações mais graves, incluindo as cinco pessoas que perderam completamente a visão do olho operado e foi necessária a remoção do globo ocular.
Em nota ao Terra, a Secretaria Municipal da Saúde (SMS) informa que, tão logo tomou conhecimento da situação envolvendo procedimentos oftalmológicos, interditou a clínica Clivan, responsável pelas intervenções, e suspendeu e convênio desta unidade com o município.
A pasta alega que, de imediato, adotou medidas sanitárias para apuração dos fatos e mitigação de riscos à população. Segundo a administração municipal, a clínica Clivan encontra-se devidamente licenciada junto à Vigilância Sanitária Municipal, com alvará sanitário vigente, tendo atendido aos requisitos técnicos e normativos exigidos para funcionamento. O estabelecimento integrava a rede contratualizada para prestação de serviços ao município e ao Estado.
No âmbito da Vigilância Sanitária, a pasta afirma que foram adotadas as seguintes providências cautelares:
- Suspensão cautelar do alvará sanitário;
- Interdição temporária dos serviços relacionados aos procedimentos em apuração;
- Instauração de processo administrativo sanitário para verificação das condições de funcionamento e conformidade com as normas vigentes;
- Notificação ao Ministério Público para acompanhamento na esfera cabível.
"As medidas seguem os princípios da precaução e da proteção à saúde coletiva e permanecerão vigentes até a conclusão da apuração técnica", afirmou a Secretaria Municipal da Saúde.
A reportagem também entrou em contato com a clínica Clivan, mas não obteve retorno.