Uma mulher de 29 anos foi presa preventivamente na manhã desta quinta-feira (15), em Tapejara, suspeita de envolvimento no assassinato de um homem encontrado carbonizado no interior de Ibiaçá, no norte do Rio Grande do Sul. O crime ocorreu em junho de 2024 e segue sendo investigado pela Polícia Civil.
A prisão foi realizada por agentes da Delegacia de Polícia de Ibiaçá, com apoio da polícia de Tapejara, em cumprimento a um mandado expedido pela Justiça da Comarca de Sananduva. A suspeita, que não teve o nome divulgado, foi levada ao Presídio Estadual de Lagoa Vermelha, onde permanece à disposição do Judiciário.
Durante a mesma operação, os policiais também cumpriram mandados de busca e apreensão, recolhendo dois aparelhos celulares, que devem auxiliar no avanço das investigações.
Conforme apurado pela Polícia Civil, Douglas Meira Fernandes foi morto em Tapejara e, posteriormente, teve o corpo transportado até o interior de Ibiaçá, onde foi ocultado e incendiado em uma lavoura localizada na comunidade de Navegantes. O cadáver foi localizado no dia 2 de junho de 2024.
Ainda no curso da investigação, a polícia identificou e apreendeu o veículo utilizado no crime. De acordo com o comissário Silvano Roberto Boff, exames periciais confirmaram a presença de material genético compatível com o da vítima no porta-malas do automóvel, o que reforçou a linha investigativa. A identificação de Douglas ocorreu por meio de exame de DNA.
Com a prisão da mulher, o número de suspeitos detidos chega a três. Dois homens, que residiam em Tapejara na época do crime, já haviam sido presos em 2024 — um em Itapema (SC), no mês de novembro, e outro em Passo Fundo, em dezembro, com apoio da DRACO.
Todos os investigados respondem pelos crimes de homicídio qualificado, ocultação de cadáver e destruição de cadáver. As investigações seguem para esclarecer completamente a dinâmica e a motivação do crime.