Cão Orelha: MP descarta agressão e pede arquivamento do caso

12 mai 2026 - 18h35
(atualizado às 18h54)

Parecer do Ministério Público diz que os adolescentes investigados e o cão não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão e que a morte do animal deveu-se a uma "condição grave e preexistente".O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) apresentou parecer contra o prosseguimento das investigações da Polícia Civil no caso da morte do cachorro Orelha, ocorrida em janeiro passado, na Praia Brava em Florianópolis, após concluir que o cão morreu devido a uma condição grave e preexistente, e não por uma suposta agressão de adolescentes.

O documento foi protocolado na última sexta-feira ao Tribunal de Justiça e aguarda decisão da magistrada responsável, que deve decidir se aceita ou não o pedido. O parecer soma 170 páginas e foi assinado por três promotores.

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"Descompasso temporal nas imagens"

Segundo o MPSC, "houve descompasso temporal nas imagens, e os adolescentes investigados e o cão não estiveram juntos na praia no período da suposta agressão". Testemunhas ouvidas na investigação também teriam confirmado essa versão

A conclusão foi baseada na análise de quase dois mil arquivos entre laudos técnicos, vídeos, imagens e dados apreendidos no processo.

O órgão afirma também que "a morte do cão Orelha, submetido à eutanásia, está associada a uma condição grave e preexistente, e não a agressão".

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O caso

A polícia relatou que, na madrugada do dia 4 de janeiro, por volta das 5h30, Orelha, de cerca de 10 anos, sofreu uma "pancada contundente na cabeça, que pode ter sido um chute ou algum objeto rígido, como madeira ou garrafa".

No dia seguinte, o animal foi encontrado agonizando por moradores e levado ainda com vida a um veterinário, mas não resistiu aos ferimentos e morreu.

Cão Caramelo

Em relação ao caso do cão Caramelo, o MPSC afirmou que as provas produzidas demonstram não ter havido a prática de ato infracional análogo a crimes de maus-tratos.

De acordo com o órgão, a polícia afirmou que os jovens "estavam apenas brincando com um deles na praia e que não houve qualquer tentativa de afogá-lo nas águas do mar".

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Os mesmos jovens investigados pela morte de Orelha eram apontados como possíveis agressores de Caramelo, que perambulava pela Praia Brava junto com Orelha e teria escapado de uma tentativa de afogamento.

md (ots)

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