Pela primeira vez em sua história, a Volkswagen está fechando uma fábrica na Alemanha. Oitenta e oito anos de história, uma sucessão de crises e uma pandemia finalmente levaram ao colapso da fábrica de "vidro" de Dresden. Este é, sem dúvida, um sinal preocupante vindo de uma gigante automotiva que era considerada imune a todos os desafios.
Mas o mercado automobilístico europeu nunca passou por uma transformação tão drástica quanto nos últimos cinco anos.
A enorme entrada de fabricantes chineses, alguns dos quais inclusive produzem em fábricas locais (a Leapmotor na Stellantis, na Espanha), a ascensão gradual da eletrificação e o declínio acentuado do diesel, a explosão dos sistemas de assistência ao motorista, a inflação generalizada nas vendas de carros... provavelmente é muita coisa para algumas distribuidoras e montadoras assimilarem.
Entre a Stellantis se perguntando o que fazer com suas 14 (ou até 15, incluindo a Leapmotor) marcas, a descontinuação repentina dos dois modelos principais da Ford, Focus e Fiesta, e o futuro incerto da Seat, as mudanças são inúmeras. E em meio a tudo isso, as fábricas precisam se adaptar... reduzindo a produção. Com um volume de produção 25% menor, muitas fábricas são inevitavelmente impactadas. Mas em que medida?
Apenas um grupo automotivo conseguiu limitar os danos na Europa
Todos os principais grupos automotivos registraram queda na produção entre 2019 e 2024, com exceção de um, que conseguiu praticamente manter os níveis anteriores. Um ...
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