Dentro do Grupo Volkswagen, a marca mais luxuosa alcançou um novo recorde, apesar de um ambiente desafiador

Num mercado de luxo abalado por tensões econômicas e pela transição energética, a Lamborghini está na contramão da tendência; Em 2025, a marca italiana alcançou mais um ano recorde, apesar da eliminação gradual de seus motores de combustão interna "puros"; em 10 anos, a Lamborghini triplicou seu volume de vendas; Por trás desses números, está uma estratégia deliberada, composta por escolhas industriais ousadas e um posicionamento que continua a atrair uma clientela global exigente

25 jan 2026 - 16h10
(atualizado em 26/1/2026 às 16h19)
Foto: Xataka

Num mercado global de carros de luxo marcado por incertezas econômicas, tensões comerciais e uma transição energética por vezes mal gerida, a Lamborghini está na contramão da tendência. A fabricante sediada em Sant'Agata Bolognese acaba de encerrar o ano fiscal de 2025 com um novo recorde histórico, entregando 10.747 carros em todo o mundo.

Este resultado representa um ligeiro aumento em comparação com 2024, mas é sobretudo simbólico: pelo terceiro ano consecutivo, a Lamborghini ultrapassou a marca de 10 mil unidades vendidas anualmente, tendo, ao mesmo tempo, convertido toda a sua gama para tecnologia híbrida.

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Crescimento constante, sem corrida por volume

O número bruto é impressionante, mas ganha todo o seu significado quando analisado no contexto da trajetória da marca. Em 2012, a Lamborghini vendia pouco mais de 2 mil carros por ano. Em 2015, atingiu o recorde com 3.245 unidades. Dez anos depois, o volume quase triplicou. Desde 2017, as vendas mais que dobraram, passando de 3.815 veículos para quase 11 mil atualmente.

No entanto, a direção insiste em um ponto: não se trata de uma busca desenfreada por crescimento.

"Nossa abordagem não visa picos de volume, mas sim consolidar os resultados alcançados nos últimos anos", enfatiza Stephan Winkelmann, presidente e CEO da Automobili Lamborghini.

Para a fabricante de carros esportivos, preservar a exclusividade continua sendo uma prioridade, mesmo em um contexto em que a demanda global por carros de luxo permanece forte.

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