Num mercado global de carros de luxo marcado por incertezas econômicas, tensões comerciais e uma transição energética por vezes mal gerida, a Lamborghini está na contramão da tendência. A fabricante sediada em Sant'Agata Bolognese acaba de encerrar o ano fiscal de 2025 com um novo recorde histórico, entregando 10.747 carros em todo o mundo.
Este resultado representa um ligeiro aumento em comparação com 2024, mas é sobretudo simbólico: pelo terceiro ano consecutivo, a Lamborghini ultrapassou a marca de 10 mil unidades vendidas anualmente, tendo, ao mesmo tempo, convertido toda a sua gama para tecnologia híbrida.
Crescimento constante, sem corrida por volume
O número bruto é impressionante, mas ganha todo o seu significado quando analisado no contexto da trajetória da marca. Em 2012, a Lamborghini vendia pouco mais de 2 mil carros por ano. Em 2015, atingiu o recorde com 3.245 unidades. Dez anos depois, o volume quase triplicou. Desde 2017, as vendas mais que dobraram, passando de 3.815 veículos para quase 11 mil atualmente.
No entanto, a direção insiste em um ponto: não se trata de uma busca desenfreada por crescimento.
"Nossa abordagem não visa picos de volume, mas sim consolidar os resultados alcançados nos últimos anos", enfatiza Stephan Winkelmann, presidente e CEO da Automobili Lamborghini.
Para a fabricante de carros esportivos, preservar a exclusividade continua sendo uma prioridade, mesmo em um contexto em que a demanda global por carros de luxo permanece forte.
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