Uma das motos mais queridas dos entregadores de aplicativos acaba de chegar à sexta geração com mudanças importantes no design e na mecânica. Sabendo que 25% dos compradores da Pop 110i ES utilizam a motocicleta para trabalho, a Honda não deixou de lado esse importante elo da cadeia econômica no Brasil e tornou a Pop mais segura para quem ganha a vida nas ruas das grandes cidades.
Historicamente, a Pop sempre fez muito sucesso no Brasil. Para se ter ideia, nos primeiros três meses de 2026 foram emplacadas 61.358 unidades do modelo no País. Ela só fica atrás da Honda Biz (67.461) e da Honda CG (121.791). Seguindo essa lógica, mais de 15 mil unidades foram comercializadas para quem utiliza a motocicleta para trabalho.
E receber incrementos na segurança do meio de transporte para quem depende do veículo para o sustento é mais do que justificável. Agora, além das rodas de liga leve (que falaremos adiante), a Pop ganhou um importante item de segurança: o freio combinado.
É redundante dizer que tecnologias de segurança deveriam ser implementadas no maior número possível de veículos. Ainda assim, a própria Honda afirma buscar zerar mortes em seus veículos até 2050 e tem trabalhado para reduzir fatalidades. Uma das formas é a evolução dos produtos.
Entretanto, assim como a CG já poderia contar com freio ABS na roda traseira, a Pop também poderia avançar mais em itens de segurança ativa. Ainda assim, para um modelo de entrada — o mais barato da marca — qualquer avanço é relevante.
Na linha 2027, a Pop voltou a ter manete no punho esquerdo, item que havia sido retirado no modelo 2025. À época, a motocicleta passou a contar com transmissão semiautomática, eliminando a necessidade de embreagem manual. As trocas de marcha passaram a ser feitas apenas pelo pedal.
Agora, o manete retorna, mas com outra função. Assim como na Biz, ele passa a acionar o freio combinado. Dessa forma, o manete direito continua responsável pelo freio dianteiro, enquanto o esquerdo distribui a força entre as rodas dianteira e traseira, proporcionando frenagens mais equilibradas.
Com isso, o pedal de freio traseiro, acionado pelo pé direito, foi eliminado.
O Jornal do Carro testou a nova funcionalidade na pista da fabricante. Para quem está acostumado com motos manuais, é comum certa confusão nos primeiros minutos de uso.
Na primeira tentativa, o repórter esqueceu que não havia pedal de freio traseiro e acabou pisando no vazio, precisando acionar o manete esquerdo. Na segunda, ao tentar trocar de marcha, acionou o freio por engano. Após algumas voltas, a adaptação acontece e a condução passa a ser natural.
Com isso, fica evidente que a moto mantém a facilidade de condução que a caracteriza desde o lançamento, em 2007. A ciclística lembra a de uma bicicleta, com respostas intuitivas e baixa exigência técnica. Basta acelerar, trocar marchas com o pé esquerdo e frear. A Pop se aproxima da facilidade de uso de uma scooter.
Outra mudança importante na linha 2027 é a adoção de rodas de liga leve no lugar das tradicionais raiadas. Os pneus passam a ser sem câmara, além de mais largos e altos, o que levou a ajustes na geometria.
As dimensões ficaram assim:
- Comprimento: 1.832 mm (+5 mm);
- Largura: 755 mm (+28 mm);
- Altura: 1.046 mm (+15 mm);
- Entre-eixos: 1.238 mm;
- Vão livre do solo: 150 mm (+13 mm);
- Altura do assento: 747 mm.
Por conta das mudanças nas rodas, pneus e sistema de freio, os tambores tiveram aumento de 20 mm no diâmetro, passando a 130 mm nas duas rodas.
Apesar da evolução na segurança ativa, o motor permanece o mesmo: 109,5 cm³, com 8,4 cv de potência e 0,94 kgfm de torque.
Visual
Apesar de lanternas, farol e setas permanecerem os mesmos, a nova Pop recebeu carenagem frontal redesenhada, com acabamento mais escuro.
As laterais também ganharam novos vincos. O preço teve leve aumento. Segundo a Honda, a Pop ficou cerca de 2% mais cara, passando de R$ 10.380 para R$ 10.588 (sem frete e encargos).
- Motor: monocilíndrico de 109,5 cm³;
- Potência: 8,4 cv a 7.250 rpm;
- Torque: 0,94 kgfm 5.000 rpm;
- Transmissão: semiautomática de 4 marchas;
- Freios: tambor nas duas rodas (130 mm);
- Sistema de freio: combinado (CBS);
- Roda dianteira: liga leve de 17 polegadas
- Roda traseira: liga leve de 14 polegadas
- Pneus: sem câmara;
- Comprimento: 1.832 mm;
- Largura: 755 mm;
- Altura: 1.046 mm;
- Entre-eixos: 1.238 mm;
- Vão livre do solo: 150 mm;
- Altura do assento: 747 mm;
- Preço: R$ 10.588 (sem frete).