Primeiro vem o cupê e depois o conversível. A Ferrari não foge à regra e, após lançar a versão fechada da Amalfi, agora surge a tradicional variante Spider. O modelo com capota de tecido chega para complementar a gama do esportivo de "entrada" da marca italiana.
A Amalfi Spider, nomenclatura que faz referência direta à Costa Amalfitana, na Itália, tem como destaque, claro, a ausência do teto. Mas a capota pode ser configurada em dois tipos de tecido e quatro cores. Já a operação de abertura e fechamento leva 13,5 segundos e pode ser feita com o carro em movimento de até 60 km/h.
A Ferrari diz que, quando dobrada, a capota tem apenas 22 cm de espessura. Isso contribui para uma perda menor de capacidade do porta-malas, que tem 255 litros com o teto fechado e 172 l com ele recolhido. A capota ainda traz cinco camadas para efeitos de isolamento acústico e térmico.
Sem o teto, os engenheiros da Ferrari tiveram que trabalhar para lidar com o gerenciamento do fluxo de ar e do equilíbrio dinâmico. Então há alguns detalhes.
Na parte superior do farol há um duto que direciona o ar para o motor, reduzindo a pressão e ainda contribuindo para o controle de temperatura. Atrás, o esportivo vem com uma asa móvel que se ajusta automaticamente de acordo com a velocidade. O dispositivo pode assumir três posições diferentes. Na mais extrema, gera até 110 kg de downforce a 250 km/h.
Para os ocupantes, há um defletor integrado nos encostos dos bancos traseiros, que pode ser ativado pelo condutor com o simples toque de um botão no painel. Quando o sistema está ativo, o fluxo de ar que entraria na por trás do carro é desviado. A Ferrari diz que uma espécie de "bolha" é criada ao redor dos passageiros, o que reduz a turbulência e o ruído.
A cabine ainda traz três telas: um painel de instrumentos de 15,6", uma central de 10,25" (agora horizontal) e outra de 8,8" para o passageiro. Há também bancos opcionais com função de massagem (dez câmaras de ar), ventilação e três tamanhos diferentes.
O motor é o mesmo do cupê. Ou seja, o V8 dianteiro-central de 3.9 litros turbo. Retrabalhado para entregar mais desempenho independente do regime de rotação exigido, a unidade agora devolve mais 20 cv que a Roma, indo de 620 para 640 cv, além de 77,5 kgfm de torque.
Entre os novos recursos estão freios brake-by-wire, sensor 6D e pneus 245/35 R20 na frente e 285/35 R20 atrás, desenvolvidos com Bridgestone e Pirelli. A resposta do acelerador foi melhorada com o uso de virabrequim plano e turbos de baixa inércia.
Com uma transmissão de dupla embreagem e oito marchas, além da tração traseira, a Amalfi Spider vai de zero a 100 km/h em 3,3 segundos. Zero a 200 km/h? 9,4s. Já a velocidade máxima é de nada menos que 320 km/h - desempenho praticamente igual a configuração cupê.