As empresas de transporte marítimo entraram em pânico: o Panamá está se aproveitando da situação com taxas astronômicas para quem quer furar a fila

Com o Estreito de Ormuz bloqueado, o pânico tomou conta das empresas de navegação do mundo todo; a hidrovia da América Central respondeu com um sistema de leilões implacável

25 mai 2026 - 08h36
Imagem de capa | Pexels
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Foto: Imagem de capa | Pexels / Xataka

Quando um conflito internacional irrompe, sempre há alguém que consegue lucrar. Enquanto o mundo observa com preocupação o desenrolar da Terceira Guerra do Golfo, a milhares de quilômetros de distância dos mísseis e drones, o Canal do Panamá emergiu como o vencedor inesperado desse caos global. O que começou como uma crise energética no Golfo Pérsico tornou-se, para a pequena nação centro-americana, uma mina de ouro de proporções históricas.

Desde que os ataques provocaram o fechamento virtual do Estreito de Ormuz — a principal artéria mundial para o transporte de combustível, por onde passa aproximadamente um quinto do comércio mundial de petróleo e gás natural liquefeito — o comércio marítimo entrou em uma fase de verdadeiro desespero.

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A urgência em transportar mercadorias chegou a tal ponto que, como confirmou Ricaurte Vásquez Morales, administrador do Canal do Panamá, uma empresa de navegação pagou US$ 4 milhões (cerca de R$ 20 milhões) em um leilão simplesmente para furar a fila e cruzar a hidrovia interoceânica o mais rápido possível.

Mecanismo de urgência

Após o bloqueio do Estreito de Ormuz, o trânsito pelo Canal do Panamá registrou um aumento geral de quase 11%, com picos de até 20% a mais nos dias de maior demanda, conforme relatado pela Autoridade do Canal do Panamá à BBC. 

Durante o primeiro semestre do ano fiscal de 2026 — de outubro de 2025 a março de 2026 — o canal registrou 6.288 trânsitos, 224 a mais do que no mesmo período do ano anterior, de acordo com ...

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