Após negociação frustrada, Alisson completa um mês sem atuar no São Paulo

Sem acordo com o Corinthians, perda de prestígio com Crespo e pressão da torcida colocam volante perto do fim da passagem pelo Morumbi

11 fev 2026 - 11h44
(atualizado às 11h44)
Alisson completa um mês sem jogar pelo São Paulo –
Alisson completa um mês sem jogar pelo São Paulo –
Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto/São Paulo / Jogada10

Alisson completa nesta quarta-feira (112) um mês longe dos gramados pelo São Paulo, em um clima de fim de ciclo no clube. A última atuação do volante foi na derrota por 3 a 0 para o Mirassol, na estreia do Tricolor na temporada. Desde então, a indefinição sobre o futuro ganhou força, a relação com a torcida se desgastou e a permanência no Morumbis passou a ser tratada como improvável.

Apesar de ter iniciado 2026 como titular de Hernán Crespo, a situação contratual e esportiva de Alisson sempre foi cercada de incertezas. O Corinthians apareceu como interessado, com o jogador manifestando o desejo de reencontrar Dorival Júnior, com quem trabalhou no São Paulo em 2023. As conversas avançaram para um empréstimo de um ano, e Crespo chegou a retirar o atleta das listas de relacionados.

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O acordo, no entanto, não aconteceu. Mesmo após Alisson visitar o CT do Corinthians, a diretoria alvinegra recuou ao se recusar a pagar cerca de R$ 1 milhão para viabilizar a operação. A frustração nas negociações marcou o início de uma crise aberta entre o volante e o São Paulo.

Identificado com o título da Copa do Brasil de 2023, Alisson passou a ser alvo direto da torcida. Antes da vitória por 2 a 1 sobre o Flamengo, no dia 28 de janeiro, faixas espalhadas nos arredores do Morumbis chamaram o jogador de "traidor", ampliando o desgaste público.

Alisson completa um mês sem jogar pelo São Paulo –
Foto: Rubens Chiri e Paulo Pinto/São Paulo / Jogada10

Alisson treina com o São Paulo, mas não tem espaço

Mesmo reintegrado aos treinos, o volante não recuperou espaço. Alisson passou a estar sendo preterido por Crespo e ficou atrás até mesmo de jovens formados na base, como Djhordney, que hoje figura como opção no banco de reservas.

"Está muito difícil, neste momento, encontrar um lugar até no banco, porque todo mundo merece. Agora, acho que ele acaba ficando um pouco atrás mais por mérito dos companheiros. Ele está tentando, sabe, não é fácil voltar depois de situações particulares", disse Crespo, após o clássico contra o Santos.

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Nos bastidores, a avaliação é de que a continuidade de Alisson é inviável. O São Paulo estuda uma negociação para aliviar a folha salarial, com uma economia estimada em R$ 7 milhões por ano. O contrato do volante vai até o fim de 2027.

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