Infantino alfineta rivais em reunião com possível adversário: 'Alguns não querem que outros cresçam'

Presidente da Fifa esteve reunido com dirigentes caribenhos e Victor Montagliani, líder da Concacaf e possível opositor em eleição

24 ago 2026 - 20h32
Resumo
Em campanha pela reeleição na Fifa, Gianni Infantino alfinetou opositores em reunião na República Dominicana com líderes caribenhos e Victor Montagliani, presidente da Concacaf e possível rival em 2027. Diante da perda de apoio de blocos como Uefa, AFC e Concacaf, Infantino busca votos em federações menores ao defender a redução de desigualdades no futebol global. Apoiado por Conmebol e CAF, ele tenta consolidar alianças antes do fim do prazo de inscrição de candidaturas, em 18 de novembro.

Gianni Infantino continua a buscar apoio para sua candidatura à reeleição na presidência da Fifa. O ítalo-suíço aproveitou uma reunião com dirigentes caribenhos e o presidente da Concacaf, Victor Montagliani, para fazer uma crítica a opositores. O canadense Montagliani é um possível candidato de oposição na eleição do ano que vem.

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O encontro ocorreu no último fim de semana, na República Dominicana. Na véspera, o líder da Concacaf sugeriu que Infantino não fosse ao país caribenho. A confederação, junto à Uefa e à AFC, retirou apoio à reeleição, mas há associações divergentes, como os próprios dominicanos e o México.

Infantino se reuniu com dirigentes caribenhos em busca de apoio.
Infantino se reuniu com dirigentes caribenhos em busca de apoio.
Foto: UCF via Instagram / Estadão

"Queremos fazer o futebol crescer em cada um dos nossos 211 países no mundo. Alguns, infelizmente, não precisam e não querem que outros cresçam, mas precisamos diminuir essa diferença entre os grandes países e todos os outros", disse Infantino na reunião.

A sugestão de Montagliani para a ausência de Infantino havia sido justificada pelo "foco que a mídia daria à crise na Fifa". A viagem ocorreu por causa do Challenge Series Sub-14, competição da União Caribenha de Futebol (UCF).

A UCF respaldou a retirada de apoio pela Concacaf. O órgão não tem representante dominicano entre seus diretores. A entidade regional recebeu cerca de US$ 5 milhões (R$ 25,7 milhões) para iniciativas como o Challenge Series. Entre os 31 integrantes da UCF, apenas 25 são associações filiadas à Fifa.

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Na República Dominicana, Infantino cumpriu agenda com outras lideranças, como o presidente da federação local, ??José Deschamps, e o Ministro do Esporte e Recreação da República Dominicana, Kelvin Cruz. A visita foi estratégica para tentar angariar apoio de outras associações caribenhas.

"É importante participar, dialogar, expressar pontos de vista e opiniões. Muita coisa aconteceu nas últimas semanas e é importante que vocês ouçam, prestem atenção e também possam expressar seus sentimentos", disse o presidente da Fifa.

Globalmente, Infantino tem apoio aparentemente unânime da Conmebol (América do Sul) e da CAF (África). A AFC (Ásia) é opositora, mas tem a maior divergência entre associações. A Concacaf (América do Norte, Central e Caribe) tem menos discordância. A Uefa (Europa) indica unanimidade na oposição.

"Acredito que, seja na África, na Ásia ou no Caribe, todos reconhecem, aceitam e respeitam o trabalho transformador que temos realizado juntos nos últimos 10 anos", completou Infantino no encontro.

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A Fifa conhecerá os candidatos à eleição presidencial da entidade até 18 de novembro, prazo para inscrições de candidaturas. O pleito está previsto para 18 de março de 2027.

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