F1 2026: Wolff minimiza reclamações de Antonelli no rádio após briga com Russell e avisa: "Não vou tirar o egoísmo dele"

O chefe da Mercedes celebrou o duelo entre os pilotos, mas cobrou maturidade no rádio e revelou que prefere definir as regras internas agora

23 mai 2026 - 14h26
Toto Wolff
Toto Wolff
Foto: Kym Illman/Getty Images / Perfil Brasil

A corrida Sprint do Grande Prêmio do Canadá colocou lenha na fogueira da Mercedes. Os bastidores foram sacudidos por uma disputa intensa na pista entre George Russell e Kimi Antonelli, que resultou em quatro reclamações contundentes do jovem italiano via rádio. O chefe da equipe, Toto Wolff, precisou intervir publicamente mandando o novato "parar de reclamar" nas transmissões oficiais, mas, após a prova, adotou uma postura de liderança firme e compreensiva sobre a rivalidade.

"Primeiramente, eu gostei de assistir à disputa. Queremos ver corrida e ultrapassagens. Para mim, esses momentos são muito bons porque há muitas coisas que podemos aprender com isso", ponderou Wolff. No entanto, o dirigente austríaco deixou claro que o excesso de reclamações no rádio expõe a equipe desnecessariamente. "Os pilotos têm emoção, você fica muito chateado ao ser empurrado para fora da pista. Mas toda a imprensa quer vir agora plantar uma guerra interna na equipe, e isso será assunto nas notícias em todo lugar. Se você vem no rádio uma vez, ok. Mas duas, três ou mais vezes, é ruim ter isso no ambiente da equipe de forma pública."

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Ao analisar o lance sob a ótica técnica, Wolff evitou culpar Russell pelo posicionamento do carro e ressaltou que não pretende podar o estilo agressivo do jovem italiano de 19 anos.

"Não quero segurar o Kimi nem um pouco. Se você for analisar, apesar de ele estar com a asa dianteira à frente, na frenagem estava atrás. Não é uma situação em que você espera que o piloto na liderança vá deixar a porta aberta, certo? Provavelmente nenhum piloto faria isso. Mas quero que ele continue sendo agressivo. A questão é apenas como faremos isso daqui para frente. Quais são as regras? Se decidirmos que vamos correr um contra o outro como se fôssemos um terceiro carro, então ambos saberão e talvez a tomadas de decisão seja diferente", explicou.

Com a Mercedes de volta à primeira prateleira e brigando diretamente com a McLaren pelo favoritismo na temporada 2026, Wolff foi inevitavelmente questionado sobre o fantasma da explosiva rivalidade entre Lewis Hamilton e Nico Rosberg na década passada. O chefe da equipe admitiu que a amizade entre Russell e Antonelli vai mudar, e que isso faz parte do DNA de um campeão.

"Desde o kart nós ensinamos os pilotos a serem egoístas. Você precisa ser mesmo. Mas, do nada, você cai de paraquedas em uma equipe de Fórmula 1 e agora querem que você seja um team player, que represente a Mercedes e não tome riscos. Você não pode tirar esse egoísmo de um piloto, e eu jamais vou querer fazer isso. Então, sim. A relação deles será um pouco diferente por conta da disputa pelo título? Absolutamente. É o esperado. Não é tipo: estamos brigando na pista e depois vamos para o karaokê juntos. E está tudo bem", disparou Wolff.

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Para o dirigente, a grande vantagem atual é poder antecipar os problemas, algo que ele aprendeu da pior forma anos atrás.

"É diferente de quando cheguei à Fórmula 1. A situação de Nico e Lewis era nova para mim, eles já eram estrelas consolidadas e nós fomos falar sobre isso muito tarde. É bom estabelecer o equilíbrio e o modus operandi agora, na corrida 5, do que mais tarde no ano. Temos aproximadamente 20 horas para decidir como vamos nos comportar na curva 1 amanhã, caso a gente esteja em 1-2 no grid. Mas eu não quero parar com a disputa, eu gosto disso", concluiu.

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