Assado, cabelo pintado e balinhas: Argentina repete rituais de olho no tetra

Supersticiosos, jogadores e comissão técnica tentam se apegar ao que deu certo na campanha do título de 2022

10 jul 2026 - 12h37
(atualizado às 13h04)
União dos jogadores argentinos é cada vez mais marcante –
União dos jogadores argentinos é cada vez mais marcante –
Foto: Buda Mendes / Getty Images - Legenda: Dibu e seu cabelo pintado com as cores argentinas / Jogada10

Uma das tradições da Argentina é a superstição de seu povo. Mais ainda dos que os brasileiros, os nossos vizinhos costumam repetir rituais para atrair a sorte, como um conceito cultural. E na seleção, que joga as quartas de final contra a Suíça, neste sábado, às 22h, em Kansas City, não seria diferente. Depois do título mundial de 2022, jogadores e comissão técnica vêm resgatando o que "deu certo" para seguir firme em busca do tetracampeonato.

O próprio Messi carregou um amuleto que ficou famoso durante a última Copa. Afinal, o craque usava uma fitinha vermelha ao redor de seu tornozelo esquerdo, após recebê-la de um torcedor. Vários jogadores têm imagens de santos, familiares e escudos de clubes em suas cuias de mate. E há outros casos de superstição.

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Assado no hotel

O que nós chamamos de churrasco, os argentinos chamam de assado. Há diferenças no cozimento e tipo das carnes e na forma como são preparadas - sai a brasa e entra a grelha. Após cada partida, quase todos têm se reunido no hotel em que estão hospedados para celebrar e comer, ao som de cumbia.

O ritual ocorre desde 2022, quando a Argentina levou mais de duas toneladas de carne para o Catar. Até o presidente da Associação de Futebol Argentino (AFA), Claudio Tapia, apareceu na confraternização depois da dramática classificação nas oitavas, contra o Egito, e assumiu a grelha.

Cabelo pintado de Dibu

Titular e destaque em 2022, o goleiro Dibu Martínez pintou a lateral do cabelo com as cores da bandeira de seu país logo após a fase de grupos. Com a conquista e seu ótimo desempenho, a superstição reapareceu. O mesmo desenho foi visto a partir da vitória, na prorrogação, contra Cabo Verde.

Aliás, embora não esteja entre os melhores goleiros da Copa, Dibu pode mudar de clube em breve. Afinal, a Juventus quer tirá-lo do Aston Villa. A fera argentina até fez um mea-culpa após sofrer os dois gols do Egito, chegando a cinco na competição.

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"A verdade é que me senti um pouco como se não pudesse ajudar ninguém. E nunca tinha tido essa sensação de ir para casa sem ter contribuído com a seleção. Acho que minha hora vai chegar", disse o goleiro.

União dos jogadores argentinos é cada vez mais marcante –
Foto: Divulgação / AFA / Jogada10

Balinhas antes dos jogos

Outro "detalhe" curioso é o vício em doces de alguns jogadores. O próprio Dibu é um dos que faz parte deste grupo e teria iniciado os companheiros. Os meias De Paul e Paredes já foram flagrados consumindo suas balinhas nos estádios, logo após a chegada. Em 2022, no Catar, Papu Gómez também integrava o time.

O ritual começou, por sinal, na Copa América de 2021, quando a geração argentina conquistou seu primeiro título. Com isso, as balinhas não podem faltar e fazem dos pedidos dos jogadores, tanto saciar o desejo quanto por uma questão de superstição.

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