Federação Argentina entra na mira do FBI por suspeita de fraude e lavagem de dinheiro nos EUA

Investigação busca entender como a AFA movimentava centenas de milhões de dólares por meio do sistema financeiro americano

8 jul 2026 - 16h55
(atualizado às 17h47)
Claudio Tapia, presidente da AFA
Claudio Tapia, presidente da AFA
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Associação do Futebol Argentino (AFA) entrou na mira de uma investigação de autoridades dos Estados Unidos por suspeitas de fraude e lavagem de dinheiro. O caso, que veio à tona em plena Copa do Mundo, foi revelado pelo jornal argentino La Nación

De acordo com a publicação, procuradores federais e agentes do Departamento Federal de Investigação (FBI, em inglês) trabalham para entender como a AFA operava nos EUA e movimentava centenas de milhões de dólares por meio do sistema financeiro estadunidense. 

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A investigação também apura se alguma dessas operações pode ter resultado em crime sob a jurisdição dos EUA. 

Entre os depoimentos colhidos, o FBI ouviu o empresário Guillermo Tofoni para entender se as transações ligadas à AFA podem configurar crimes como lavagem de dinheiro ou fraude por meio do sistema bancário americano. 

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A agência federal também procura outras testemunhas com conhecimento direto sobre a gestão de Claudio 'Chiqui' Tapia e Pablo Toviggino à frente da AFA. Também está sob investigação a TourProdEnter LLC, empresa do produtor teatral Javier Faroni, que administrava a cobrança de contratos comerciais da entidade no exterior. 

Ainda segundo o La Nación, o Departamento de Justiça norte-americano considera, agora, convocar ex-funcionários da gestão do presidente Javier Milei que tiveram acesso às informações sigilosas da AFA para depor no caso. 

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O inquérito aponta que a TourProdEnter LLC administrou cerca de US$ 260 milhões (R$ 1,3 bilhão, na cotação atual) em receitas da entidade argentina. No entanto, apenas parte desses fundos pode ser diretamente ligada a despesas operacionais identificáveis da AFA. 

Cerca de US$ 57 milhões (R$ 294 milhões) foram distribuídos entre diversas empresas e beneficiários, cuja justificativa econômica não foi apresentada na documentação analisada pelo jornal argentino. 

Fonte: Portal Terra
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