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Voo Galeão-JFK aumenta para 15% a participação da Gol no corredor Brasil-EUA, diz CEO

Na cerimônia para celebrar voo inaugural, Ferrer destacou a importância do Rio no reposicionamento pelo qual a companhia passa desde que se tornou parte do Grupo Abra

8 jul 2026 - 21h04
(atualizado às 21h17)

RIO - Durante a cerimônia para celebrar o voo inaugural que conecta Rio de Janeiro e Nova York sem escalas, o CEO da Gol, Celso Ferrer, destacou a importância da cidade dentro do processo de reposicionamento pelo qual a companhia vem passando desde que se tornou parte do Grupo Abra. Segundo o executivo, nos últimos 18 meses, 85% do crescimento da companhia se concentrou a partir da capital fluminense, o que ajuda a justificar a escolha do Rio para estrear a ampliação da oferta de voos internacionais.

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"Esse voo já começa com uma parceria muito forte com a American Airlines. Essa parceria nos permite participação no corredor Brasil-Estados Unidos de 12%. Com esse voo, vai para 15%", destacou Ferrer.

'Apostamos no Rio', diz Ferrer
'Apostamos no Rio', diz Ferrer
Foto: Alex Silva/Estadão / Estadão

Em março, a companhia anunciou a ampliação da oferta de voos internacionais a partir do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro/Galeão (GIG). A cerimônia desta quinta-feira, 8, reuniu o prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Cavaliere, e o CEO do RIOgaleão, Alexandre Monteiro.

A rota, que terá três frequências semanais diretas de ida e volta conectando o Galeão ao Aeroporto Internacional John F. Kennedy, é o primeiro grande trecho intercontinental de longo alcance desde o recente anúncio sobre a incorporação de cinco aeronaves Airbus A330-900 à sua frota.

"A empresa vem crescendo em dois dígitos todo trimestre, performando bem em relação a esse plano que foi colocado nesse período de reestruturação. E tem dado certo porque encontramos parceiros e clientes que querem fazer dar certo", disse.

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Potencial para crescer, especialmente no Rio

Ferrer destacou o crescimento da demanda por conectividade a partir do Rio de Janeiro. Ao lembrar que, em 2025, 2,19 milhões de visitantes estrangeiros desembarcaram no Estado, alta de 43,7% em relação a 2024, Ferrer enfatizou que essa é "só uma das razões" para a escolha da companhia pelo Galeão para executar a estratégia de expansão internacional.

"Temos falado ao mundo que essa empresa precisa representar o Brasil e que temos potencial para crescer, especialmente no Rio de Janeiro. Quando as pessoas perguntavam onde os nossos novos aviões seriam colocados, a resposta era o Rio de Janeiro, porque apostamos no Rio", disse.

Quais outros destinos no exterior estão no radar

Além de Nova York, a companhia se prepara para iniciar a rota para Lisboa. As operações terão início no dia 16 de setembro, com quatro frequências semanais de ida e volta, e também para Paris e Orlando, cujas datas de inauguração das operações ainda serão divulgadas. As rotas foram anunciadas em março, a partir da incorporação de cinco aeronaves Airbus A330-900 à sua frota.

"Daqui a pouquinho, a gente vai chamar o Galeão de 'Goleão'. Estamos formando um banco de conexões para voos de longo alcance, com uma frota Airbus A330, que, há dois ou três anos, não imaginávamos que se materializaria tão rápido", exaltou.

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O CEO do RIOgaleão, Alexandre Monteiro, reforçou que este é um marco "construído por uma empresa brasileira", dentro de um trabalho coordenado para o fortalecimento do Galeão como um hub de aviação.

Em fevereiro, o governo federal decidiu manter as restrições ao número de voos no Aeroporto Santos Dumont (SDU), concentrando uma parcela maior dos voos domésticos e das conexões no Galeão para tornar o aeroporto internacional mais atrativo às companhias aéreas.

"Temos tido um crescimento acelerado no número de passageiros. Em 2025, tivemos 18 milhões e, este ano, vamos ficar próximos a 20 milhões de passageiros", elencou.

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