Oferecimento

Squadra reduz participação na Hapvida, cita maior erro de investimento de sua história

25 ago 2026 - 13h57
Resumo
A gestora Squadra reduziu sua participação na Hapvida para 3,87% e classificou o aporte como o maior erro de investimento de sua história, citando fortes prejuízos à sua performance. O movimento ocorre após a empresa de saúde reportar queda de 95,8% no lucro do segundo trimestre e aumento da alavancagem. As ações da companhia reagiram em queda. Para a gestora, a recuperação da Hapvida depende de simplificação e desinvestimentos, incluindo a Notre Dame Intermédica, para conter o endividamento.

As ações da Hapvida chegaram  a recuar 4,7% nesta terça-feira, tendo como pano de fundo notificação pela gestora Squadra sobre redução de participação acionária na empresa de planos de saúde. 

Na noite da véspera, a companhia divulgou que recebeu no mesmo dia correspondência da Squadra informando ⁠que fundos de investimento e investidores não residentes sob sua gestão reduziram ‌participação na Hapvida para 3,87% das ações ordinárias. Em julho, a participação era de 5,15%, segundo a B3.

Publicidade

Um dia antes, em carta a ‌cotistas, a Squadra afirmou que a Hapvida foi ‌o maior erro de investimentos da história da gestora.

"Arranhou nosso ⁠histórico de performance e custou enormemente ao nosso capital e ao dos nossos cotistas", afirmou a Squadra na carta.

No começo do ano, a gestora fez duras críticas à Hapvida, que desde então passou por uma reestruturação, incluindo mudanças no conselho de administração - incluindo a entrada de conselheiros indicados ‌pela Squadra - e do seu presidente-executivo.

Na semana passada, porém, a companhia reportou um ‌balanço de segundo trimestre ⁠com tombo de ⁠95,8% no lucro e queda de 44,3% no resultado operacional medido pelo Ebitda, além ⁠de aumento na alavancagem financeira e ‌dos depósitos judiciais.

Publicidade

A equipe ‌da Squadra criticou os administradores da companhia na carta do dia 23 e ressaltou que a solução para a companhia e seu quadro de endividamento passa pela avaliação de desinvestimentos e pela simplificação do grupo.

"Caso ⁠essa agenda de alocação de capital eficiente e racional venha a contemplar de forma abrangente as unidades adquiridas, incluindo a relevante subsidiária Notre Dame Intermédica, estimamos que a ação poderia se multiplicar algumas vezes."

Na visão da gestora, esse movimento permitiria que ‌os esforços da gestão se concentrassem na operadora Hapvida Assistência Médica, onde suas vantagens competitivas são mais evidentes.

"Não nutrimos, contudo, ilusões sobre essa ⁠travessia. O carrego de uma companhia alavancada, com deterioração sequencial de suas operações, é punitivo, e o horizonte para correções de rumo acaba pressionado pelos vencimentos do cronograma de dívidas. Adicionalmente, o custo de oportunidade é elevado, em virtude não só das taxas de juros básicos, mas principalmente dos altos retornos prospectivos de outras empresas de nosso portfólio."

Publicidade

A Squadra informou que na data da publicação da carta, o investimento em Hapvida representava uma posição de 1% dos fundos.

Nesta terça-feira, por volta de 13h10, as ações da Hapvida recuavam 1,1%, a R$6,29, após serem negociadas a R$6,06 (-4,71%). No mês, acumulam uma perda de cerca de 44%. No ano, caem ao redor de 57%.

(Edição Alberto Alerigi Jr.)

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações