O encontro trouxe alívio ao mercado após Xi Jinping prometer ampliar a abertura da China ao capital estrangeiro, enquanto Donald Trump anunciou a encomenda chinesa de 200 aviões da Boeing e liberou a venda de chips H200 da Nvidia para empresas chinesas. Mas o alívio durou pouco. Ainda na noite desta quinta-feira (14), Trump voltou a endurecer o discurso contra o Irã.
A cúpula entre Estados Unidos e China terminou nesta sexta-feira (15) sem avanços concretos, mas deixou um alívio temporário nos mercados ao reduzir parte das tensões entre as duas maiores economias do mundo. Durante o encontro, Washington e Pequim sinalizaram cooperação em áreas como comércio, inteligência artificial e energia.
Xi Jinping prometeu ampliar a abertura da China ao capital estrangeiro, enquanto Donald Trump anunciou a encomenda chinesa de 200 aviões da Boeing e liberou a venda de chips H200 da Nvidia para empresas chinesas.
O encontro também ajudou a conter a pressão sobre o petróleo, mantendo o Brent próximo dos US$ 100, mesmo em meio à instabilidade no Oriente Médio.
Mas o alívio durou pouco. Ainda na noite desta quinta-feira (14), Trump voltou a endurecer o discurso contra o Irã e reacendeu o temor de uma escalada geopolítica, recolocando o conflito no radar dos investidores.
O retorno da ofensiva e a decepção com o resultado da cúpula em Pequim afetaram os mercados globais. As bolsas da Europa caem forte, pressionadas pelas preocupações com a inflação e pela alta da energia em meio às tensões no Estreito de Ormuz. Já na Ásia, os índices encerraram a semana em forte queda, pressionados pelas ações de semicondutores, com o índice KOSPI em queda de 6,12%.
No Brasil, o “Flávio Day” segue pressionando o cenário político-eleitoral. Após o forte estresse na véspera, os ativos domésticos devolveram parte dos prêmios de risco nesta quinta-feira, enquanto aliados de Flávio Bolsonaro trabalharam para conter danos e afastar a tese de substituição de sua candidatura.
O caso também avançou no campo jurídico. Lideranças de PT, PCdoB e PV protocolaram representações na PGR e na Polícia Federal contra Flávio, Eduardo e Jair Bolsonaro, citando suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, organização criminosa e financiamento político irregular.
Nesse ambiente, a nova pesquisa Datafolha, com início previsto para esta sexta-feira, ganha peso adicional por ser a primeira divulgada após o caso Vorcaro, a rejeição de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF) e as mais recentes medidas eleitorais anunciadas pelo governo Lula.
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