Durante o último dia de confinamento do Big Brother Brasil 26, a campeã Ana Paula Renault e o finalista Juliano Floss conversaram sobre apólices de seguro para o veículo que a campeã acabou levando, além do prêmio em dinheiro. Durante a conversa, Ana Paulo sugeriu que, caso Juliano ganhasse o veículo, ele se casasse com a namorada, a cantora Marina Sena, pensando em abaixar o valor do seguro. O assunto levantou a dúvida dos espectadores sobre seguros serem mais caros para homens solteiros.
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Normalmente, as apólices costumam ser mais caras para homens solteiros. “Vocês são mais inconsequentes e batem mais o carro”, afirmou a vencedora do reality show.
Juliano Floss também conquistou um carro modelo Geely EX5, que patrocinou a dinâmica da última prova de resistência. Ao vencer, ele garantiu a vaga na final do programa.
A afirmação não está distante da realidade, segundo mostra o Índice de Preço do Seguro de Automóvel e Moto (IPSA e IPSM) divulgado em novembro de 2025 pela TEx, parte da Serasa Experian.
Seguro é mais caro para homens solteiros
O IPSA e o IPSM são calculados com base no percentual que o seguro representa do valor do veículo. Se a taxa é de 4% e o veículo custa R$50 mil, quer dizer que o preço do seguro é de R$2 mil. Isso facilita a comparação entre veículos que possuem valores diferentes.
O índice IPSA caiu para 4,8%, menor nível de toda a série recente, comportamento que reforça que algumas variáveis, como localização, idade do veículo, valor FIPE, tipo de combustível, perfil demográfico e modalidade de contratação influenciam no preço do seguro diretamente.
Isso significa que o perfil do segurado influencia o preço que ele irá pagar pelo seguro do carro, entre outros fatores.
O estudo aponta que o índice masculino ficou em 4,9%, enquanto o feminino recuou para 4,6% em novembro de 2025. No seguro de moto, os homens encerraram o mês em 9,5%, enquanto as mulheres ficaram em 9,1%. Entre solteiros, os maiores índices permaneceram: 6,1% (auto) e 11,0% (moto) entre homens; 5,7% (auto) e 10,0% (moto) entre mulheres.
A faixa etária reforça essa diferença. Motoristas de 18 a 25 anos registraram os maiores valores, com 9,1% no seguro auto e índices acima de 15% no seguro de moto. Entre condutores com 56 anos ou mais, o índice ficou em 3,9% no IPSA, ampliando a distância entre os extremos.
A análise por gerações manteve o padrão tradicional: a Geração Z apresentou os maiores índices, enquanto os Baby Boomers registraram os menores, com estabilidade na hierarquia entre faixas demográficas ao longo do ano.