Secretário de Trump diz que relação EUA-China está 'muito confortável', mas pede rivalidade justa

Scott Bessent, do Tesouro, afirma que seu país não quer se 'desacoplar' da China, mas ressaltou que ambas as potências comerciais sempre serão 'concorrentes'

10 fev 2026 - 12h55

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que a relação de Washington com Pequim está em um lugar "muito confortável", mas pediu para que a rivalidade entre as duas principais potências econômicas do mundo "seja justa", ao participar de uma conferência promovida pelo BTG Pactual nesta terça-feira, 10.

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"Os EUA não querem se 'desacoplar' da China, mas sempre seremos concorrentes", ponderou.

Ainda sobre política externa, ele disse que a intervenção dos EUA na Venezuela, que resultou na captura do ditador Nicolás Maduro, mostrou o poder do exército americano. Bessent defendeu que, atualmente, existe uma grande coordenação e parceria com autoridades venezuelanas.

"Vemos uma parceria muito boa com a Venezuela que, eventualmente, levará a eleições livres e justas", acrescentou, ao mencionar ser "um grande momento" para as relações entre os EUA e a América Latina.

Bessent destacou que, após um início "turbulento", os presidentes dos EUA, Donald Trump, e do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conseguiram conversar sobre um acordo comercial. No ano passado, o Brasil foi um dos países que receberam a maior tarifa de importação pela administração americana.

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Fed e juros

O secretário afirmou que Kevin Warsh, indicado por Trump para assumir a presidência do Federal Reserve (Fed) quando Jerome Powell deixar a posição, foi escolhido por ter "mente aberta" em relação a diversos temas, incluindo taxa de juros, tecnologia, produtividade e inteligência artificial (IA).

Ele reforçou que não foi solicitado a Warsh cortar os juros quando assumir a chefia do BC americano e defendeu que, sob a liderança do indicado, o Fed estará atento para garantir que não haja "desalinhamento de prazos".

Bessent pontuou que a política de dólar forte significa o desejo de manter os fundamentos para manter a moeda americana forte e sinalizou o desejo de fazer dos EUA "o lugar mais atrativo para investimentos". Ele também disse que, sempre que há aumentos de produtividade, há um aumento no emprego.

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