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Seara, da JBS, amplia atuação e entra no mercado bilionário de marmitas prontas

Segmento movimenta cerca de R$ 12 bilhões no País e ainda é pulverizado, com baixa participação de marcas nacionais de grande porte, segundo a empresa

22 jul 2026 - 17h02

A Seara, da JBS, anunciou sua entrada no mercado brasileiro de marmitas prontas, movimento que amplia sua atuação em refeições de maior valor agregado e reforça a estratégia de capturar novas ocasiões de consumo. Segundo a companhia, o segmento movimenta cerca de R$ 12 bilhões no País e ainda é pulverizado, com baixa participação de marcas nacionais de grande porte.

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A nova linha começou a chegar aos supermercados em maio e inclui pratos como feijoada, frango desfiado, carne moída com legumes e linguiça calabresa acebolada, acompanhados de guarnições. A empresa afirma que os produtos seguem o conceito "clean label", com ingredientes semelhantes aos utilizados em preparações caseiras.

De acordo com o presidente da Seara, João Campos, a companhia busca estruturar uma categoria que já apresenta crescimento. "Não se trata de criar um novo hábito, mas de organizar um mercado que já existe e cresce rapidamente", disse. "Nossa proposta é levar escala, consistência e qualidade para uma categoria que faz parte da rotina do brasileiro", acrescentou, na nota.

A empresa atribui a expansão do segmento às mudanças nos hábitos de consumo, influenciadas pelo aumento do custo das refeições fora de casa e pela maior demanda por soluções práticas para o almoço. Segundo a Seara, levantamento da principal plataforma de delivery do País aponta consumo de cerca de 18 milhões de marmitas por mês apenas na cidade de São Paulo. A entrada no segmento também está alinhada à estratégia da companhia de ampliar a oferta de produtos voltados ao consumo cotidiano e às tendências de alimentação.

A Seara também citou pesquisa da consultoria Galunion segundo a qual 61% dos consumidores da classe A passaram a levar refeições preparadas em casa com maior frequência. Na avaliação da empresa, esse movimento amplia o potencial para produtos prontos que conciliem conveniência e qualidade percebida.

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"Nosso grande salto de crescimento vem de uma mudança de mentalidade. Deixamos de olhar somente para o volume na gôndola e passamos a mapear a jornada do consumidor", afirmou Campos. "O brasileiro não busca apenas a proteína em si; ele busca a solução para o almoço rápido no escritório ou a indulgência para o fim de semana em casa", acrescentou.

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