Veja como funciona 'golpe do doce' que fez clientes gastarem até R$ 300 e viralizou durante feira no Ceará

Vítimas usaram as redes sociais para relatar cobranças abusivas por pedaços de doces em um estande na Expocrato

18 jul 2026 - 09h55
(atualizado às 13h57)
‘Golpe do doce' faz clientes gastarem até R$ 300 em feira no Ceará
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As redes sociais foram tomadas nos últimos dias por vídeos de clientes indignados após terem sido vítimas do suposto "golpe do doce". Pessoas que visitaram a Exposição Agropecuária do Crato (Expocrato), no Ceará, denunciam que uma barraca de doces estaria fazendo cobranças abusivas em pedaços de doces vendidos a quilo. 

Uma usuária do TikTok, identificada como Samiryan Meneses, compartilhou que visitou a feira no primeiro dia da exposição e que ao avistar a banca de doces foi induzida a uma funcionária a experimentar vários sabores. No vídeo feito por ela, é possível ouvir a mulher oferecendo doce de graça apenas em troca do "sorriso" da cliente. 

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Depois, a jovem corta para o momento em que aparece com três pedaços de doce na mão, que, segundo ela, custaram ao todo cerca de R$ 300. Ela mostra que na barraca havia uma placa informando que 100 gramas de doce custa R$ 19,90, mas que só descobriu o peso final de seus doces depois de terem sido pesados. 

O "golpe do doce" viralizou no TikTok durante a feira da Expocrato, no Ceará
O "golpe do doce" viralizou no TikTok durante a feira da Expocrato, no Ceará
Foto: Reprodução/TikTok

O relato de Samiryan se somou ao de vários outros consumidores, que decidiram apelidar a situação de "golpe do doce". Após a repercussão do caso, o Ministério Público do Ceará, por meio do Programa Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Decon), realizou uma ação de fiscalização no estande da Doceria de Leites para apurar as irregularidades. 

"A fiscalização verificou que os preços não estavam exibidos de forma clara e os produtos não tinham indicação de tamanho ou peso, então os clientes compravam as porções dos doces sem saber quanto custaria", disse o MP em nota. 

“Exemplificando, o adequado é a pessoa ver um produto e saber o que corresponde a 100g para pedir um tamanho parecido a ser pesado. É diferente quando a pessoa, apenas no ‘olhômetro’, pede o corte do doce. Em compras presenciais, o consumidor não é obrigado a finalizar a compra em todas as circunstâncias, ainda mais quando perceber inconsistências, como é o caso das dúvidas geradas por produtos vendidos por peso, seja por quilo ou por grama”, explicou o promotor de Justiça Thiago Marques.

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O dono da Doceria de Leites, que é original de Minas Gerais, fez um vídeo de esclarecimento sobre a situação e negou haver golpe. 

"A gente explica muito bem direitinho que o doce custa R$ 19,90 a cada 100 gramas, é R$ 199 o quilo. E a pessoa realmente tem a liberdade de escolher a fatia que ela quer levar para casa. Ela vai escolher, porque não tem como a gente mensurar numa barra de 25 quilos uma fração de 100 gramas exata", disse. 

"A gente explica que, depois de cortado, a gente não consegue voltar o doce. Não que a gente não possa voltar, mas é porque quando volta esse pedaço eu não posso mais trabalhar com ele. A vigilância sanitária me instruiu a esses pedaços eu não poder dar nem de prova", complementou o homem, que se identificou apenas como Fausto.

Segundo ele, a doceria acabou ficando com vários pedaços que foram devolvidos por clientes que desistiram da compra e que não pode vender nem oferecer como prova. 

Fonte: Portal Terra
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