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Petróleo sobe mais de 3% e fecha na máxima em seis semanas com tensões no Oriente Médio

22 jul 2026 - 16h49

Os preços do petróleo ‌fecharam nesta quarta-feira em seu nível mais alto desde 11 de junho, devido às crescentes preocupações com a oferta, à medida que as hostilidades continuavam a se intensificar entre os Estados Unidos e o Irã.

As as ameaças à navegação por parte da ⁠milícia houthi, apoiada pelo Irã, no Iêmen, impulsionaram ainda mais os ‌preços.

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Os contratos futuros do petróleo Brent fecharam com alta de US$3,06, ou 3,36%, a US$94,07 o barril, o maior valor em pouco ‌menos de seis semanas, após atingirem ‌uma máxima de US$95,47 durante o pregão.

O petróleo West Texas ⁠Intermediate (WTI) dos Estados Unidos subiu US$2,49, ou 2,95%, para US$86,83.

O spread temporal de três meses do petróleo Brent , por sua vez, ampliou-se para US$9,26 por barril, o maior nível desde 22 de maio, aprofundando o fenômeno de "backwardation" devido aos crescentes riscos de oferta. O "backwardation" ‌ocorre quando o petróleo com entrega imediata é negociado a um ‌preço superior ao dos ⁠barris com entrega ⁠em datas posteriores, o que normalmente sinaliza uma oferta mais restrita no ⁠curto prazo.

As Forças Armadas dos ‌EUA informaram ter realizado ‌a 11ª noite consecutiva de ataques contra o Irã. Os ataques dos EUA ocorreram pouco depois de o exército do Kuweit ter informado que suas defesas aéreas estavam interceptando drones ⁠iranianos.

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O presidente Donald Trump afirmou nesta quarta-feira que os EUA "bombardeariam e destruiriam uma ponte ou usina de energia" sempre que Teerã atacasse um navio no Estreito de Ormuz.

O porta-voz da Guarda Revolucionária do Irã alertou as empresas ‌de navegação de que a rota sul do Estreito de Ormuz está minada, em uma postagem no X.

Além do conflito renovado ⁠pelo controle dessa importante via navegável, os houthis, alinhados ao Irã, abriram uma nova frente na guerra ao ameaçar atacar navios que transportam petróleo saudita no Estreito de Bab el-Mandeb e anunciaram um bloqueio naval à Arábia Saudita.

Navios com vínculos com Israel, os Estados Unidos ou a Arábia Saudita correm maior risco de serem atacados pela milícia houthi do Iêmen, aliada ao Irã, e são aconselhados a evitar viagens pelo Mar Vermelho e pelo Golfo de Áden, informou nesta quarta-feira a força naval da União Europeia, Aspides.

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