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Dólar cai pela terceira sessão consecutiva em dia positivo para ações no Brasil

22 jul 2026 - 17h12
(atualizado às 17h32)

O avanço firme do Ibovespa, ‌para acima dos 177 mil pontos, abriu espaço para a leve baixa do dólar ante o real nesta quarta-feira, em movimento favorecido ainda pelo recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior.

O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,42%, aos R$5,0526, menor valor de fechamento desde 2 de junho, quando atingiu R$5,0098. ⁠Foi a terceira sessão consecutiva de baixa da moeda norte-americana.

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No ano, o dólar passou a ‌acumular queda de 7,95% ante o real.

Às 17h03, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,50% na B3, aos R$5,0625.

O dólar oscilou entre ‌a estabilidade e leves altas no início do dia, ‌até que a abertura da bolsa de valores brasileira, às 10h, conduziu as ⁠cotações para o território negativo, em meio à alta firme do Ibovespa.

Após marcar a cotação máxima de R$5,0859 (+0,24%) às 9h56, minutos antes da abertura do Ibovespa, o dólar à vista atingiu a mínima de R$5,0497 (-0,47%) às 11h02, em um momento em que o índice de ações já superava os 176 mil pontos.

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Entre os destaques da bolsa estavam as blue ‌chips Vale e Petrobras -- duas das ações preferidas dos estrangeiros que aportam recursos no Brasil.

O ‌movimento no câmbio brasileiro nesta ⁠quarta-feira foi corroborado pelo ⁠recuo do dólar ante outras divisas de emergentes no exterior, ainda que o cenário geopolítico seguisse ⁠nebuloso.

O transporte de petróleo e gás seguiu travado ‌no Oriente Médio pela guerra ‌entre EUA e Irã. Além do bloqueio no Estreito de Ormuz, ações dos houthis do Iêmen, alinhados ao Irã, prejudicavam o tráfego no Mar Vermelho.

Durante a tarde, o principal negociador do Irã, Mohammad Baqer Qalibaf, afirmou que ninguém poderá vender petróleo ⁠em uma região onde o Irã não possa fazer isso. Já a Marinha da Guarda Revolucionária do Irã alertou que a rota sul do Estreito de Ormuz está minada.

Apesar das preocupações em torno do transporte global de petróleo e gás, o dólar cedia no fim da tarde ante moedas pares do ‌real como o rand sul-africano, o peso colombiano e o peso mexicano. Além disso, o dólar caía ante o euro e uma cesta de seis divisas fortes.

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No campo comercial, ⁠a nova tarifa de 25% dos EUA sobre produtos brasileiros começou a valer nesta quarta-feira, podendo impactar o fluxo de dólares para o Brasil, mas o governo seguia cauteloso ao tratar do assunto.

Em entrevista à rádio Bandeirantes FM mais cedo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Rosa, afirmou que reciprocidade não é vingança e que ela será adotada quando o governo considerar adequado. Durante a tarde, o governo anunciou R$18,5 bilhões em linhas de financiamento para empresas afetadas pelas tarifas, em nova etapa do Programa Brasil Soberano.

No fim da manhã, sem efeito sobre as cotações, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 3 de agosto. À tarde, o BC informou que o Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$189 milhões em julho até o dia 17.

(Edição de Isabel Versiani)

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