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Desemprego menor é o melhor dado da economia

Excluído o cenário do emprego — favorável, mas ainda prejudicado pela alta informalidade — o resto do quadro econômico apareceu pouco luminoso nos últimos dados oficiais

22 jul 2026 - 17h41

Desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio, a menor taxa para esse período na série iniciada em 2012, foi uma das poucas notícias positivas da economia divulgadas nas últimas duas semanas — menos valorizada, nos meios eletrônicos, no entanto, que o aumento das exportações de petróleo no meio da crise no Oriente Médio. Excluído o cenário do emprego — favorável, mas ainda prejudicado pela alta informalidade — o resto do quadro econômico apareceu pouco luminoso nos últimos dados oficiais.

O volume de serviços diminuiu 0,4% em maio, na comparação com o mês anterior, e a produção industrial encolheu 0,2%, depois de quatro aumentos mensais consecutivos. Com esse desempenho, a indústria ainda superou por 4,5% o registrado em fevereiro de 2020, mês anterior à pandemia de covid-19, e 13% inferior ao recorde alcançado em maio de 2011, segundo os números do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado anual da economia poderá ser melhorado com o desempenho do setor agrícola, apesar das condições desfavoráveis de tempo observadas em algumas áreas.

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Desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio foi o menor para o período na série iniciada em 2012
Desemprego de 5,6% no trimestre encerrado em maio foi o menor para o período na série iniciada em 2012
Foto: Márcio Fernandes/Estadão / Estadão

O comércio exterior continuou saudável nos primeiros sete meses, mesmo com a instabilidade internacional. Até a terceira semana de julho, as exportações deste ano somaram US$ 204,16 bilhões, valor 10,8% maior que o de um ano antes, e o País acumulou superávit comercial de US$ 47,31 bilhões, superando por 27,21% o registrado em igual período de 2025.

Ao longo do ano, a inflação se manteve longe da meta central, de 3%, e também acima do limite de tolerância, 4,5%, mas em padrões bem conhecidos no Brasil. Até junho, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), referência oficial mais importante, subiu 3,36%, acumulando aumento de 4,64% em 12 meses.

No mercado, a projeção citada no boletim Focus de 17 de junho apontou um resultado final de 5,15% em 2026. A estimativa para o próximo ano, 4,20%, ficou pouco abaixo do teto, mas ainda longe do alvo, justificando a manutenção de juros elevados pelo Banco Central e, portanto, de condições de crédito nocivas ao crescimento econômico.

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