Resumo
O texto aborda o fenômeno linguístico e mercadológico no qual marcas consagradas tornam-se sinônimos da própria categoria de produto no vocabulário popular. O artigo destaca como a liderança histórica, a forte presença no cotidiano e a identificação cultural transformam nomes comerciais em substantivos comuns, exemplificando o auge do sucesso publicitário de um produto, o que, por outro lado, pode gerar desafios jurídicos para a proteção da exclusividade do registro da marca.
No Brasil, algumas marcas alcançaram tanta popularidade que seus nomes passaram a ser usados para identificar toda uma categoria de produtos. Em alguns casos, esse uso se consolidou a ponto de formas derivadas das marcas aparecerem em dicionários como substantivos comuns. Xerox, gilete, cotonete, isopor e rímel estão entre os exemplos mais conhecidos. Veja casos curiosos.
Foto: Marcas que viraram nome - Divulgação / Flipar
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No Brasil, algumas marcas alcançaram tanta popularidade que seus nomes passaram a ser usados para identificar toda uma categoria de produtos. Em alguns casos, esse uso se consolidou a ponto de formas derivadas das marcas aparecerem em dicionários como substantivos comuns. Xerox, gilete, cotonete, isopor e rímel estão entre os exemplos mais conhecidos. Veja casos curiosos.
Foto: Marcas que viraram nome - Divulgação
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Band-Aid – Marca de curativos adesivos criada em 1920 pela empresa norte-americana Johnson & Johnson. O nome se popularizou tanto que muitas pessoas passaram a usá-lo informalmente para se referir a curativos adesivos semelhantes, mesmo quando fabricados por outras empresas.
Foto: Band-aid- Marcas que viraram nome - Divulgação
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Bombril – Marca brasileira de lã de aço criada pelo empresário Roberto Sampaio Ferreira em 1948. O nome ganhou enorme popularidade e passou a ser usado por muitos consumidores como sinônimo desse tipo de produto. O famoso slogan “1.001 utilidades” e as campanhas com Carlos Moreno ajudaram a consolidar a marca no país.
Foto: Bombril - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Catupiry – Marca brasileira criada em 1911 para um tipo de requeijão cremoso, tornou-se tão popular que seu nome passou a ser usado informalmente para produtos semelhantes. Também se consolidou como referência em recheios de pizzas, salgados e outros pratos. Catupiry, porém, continua sendo uma marca registrada.
Foto: Catupiry - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Cotonete – O nome surgiu como marca da Johnson & Johnson para suas hastes flexíveis com pontas de algodão. O termo foi inspirado em cotton, “algodão” em inglês, e se popularizou no Brasil como designação desse tipo de produto. Hoje, “cotonete” também aparece em dicionários como substantivo comum.
Foto: Cotonetes - Marcas que viraram nome - Imagem de Tom por Pixabay
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Durex – No Brasil, o nome Durex tornou-se popular como referência às fitas adesivas transparentes, independentemente do fabricante. A marca ficou tão associada ao produto que “durex” passou a ser usado informalmente como substantivo comum. Curiosamente, em outros países, Durex é conhecida como marca de preservativos.
Foto: Durex - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Gillette – Criada nos Estados Unidos no início do século XX, a marca tornou-se uma das mais conhecidas no segmento de aparelhos e lâminas de barbear e hoje pertence à Procter & Gamble. No Brasil, seu nome se popularizou como “gilete”, termo usado para designar lâminas e aparelhos de barbear e registrado em dicionários como substantivo comum.
Foto: Gillette - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Isopor – O nome surgiu como marca comercial no Brasil para produtos de poliestireno expandido (EPS), material leve usado em embalagens, isolamento térmico e diversas outras aplicações. A popularidade foi tamanha que “isopor” passou a ser usado como nome do próprio material e aparece em dicionários brasileiros.
Foto: Isopor - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Leite Moça – Marca de leite condensado da Nestlé, tornou-se uma das mais tradicionais e conhecidas do Brasil. Sua popularidade fez com que “Leite Moça” fosse usado informalmente por alguns consumidores como referência ao leite condensado, mesmo quando o produto é de outro fabricante.
Foto: Leite Moça - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Leite Ninho – Marca de leite em pó da Nestlé, tornou-se uma das mais conhecidas do segmento no Brasil. Sua popularidade fez com que o nome “Ninho” também passasse a ser usado informalmente por alguns consumidores como referência ao leite em pó, mesmo quando produzido por outras marcas.
Foto: Leite Ninho - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Maizena – Marca de amido de milho que se tornou muito popular no Brasil. No uso cotidiano, “maisena”, com S, também é empregada como nome do produto e aparece dessa forma em dicionários. A marca Maizena, com Z, mantém sua grafia comercial e a mesma pronúncia.
Foto: Maizena - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Modess – Marca de absorventes da Johnson & Johnson que alcançou grande popularidade no Brasil ao longo do século XX. Durante décadas, o nome foi usado por muitos consumidores como sinônimo de absorvente higiênico feminino, mesmo para produtos de outras marcas.
Foto: Modess - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Miojo – Marca associada ao macarrão instantâneo da japonesa Nissin, tornou-se extremamente popular no Brasil. O nome passou a ser usado informalmente por muitos consumidores para designar qualquer macarrão instantâneo, independentemente do fabricante. A marca Miojo, porém, continua sendo registrada.
Foto: Miojo - Marcas que viraram nome - Divulgação
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Rimmel – Marca de cosméticos criada no século XIX por Eugène Rimmel, em Londres, ficou fortemente associada aos produtos para os cílios. O nome se popularizou a ponto de “rímel”, com acento, tornar-se substantivo comum em português para designar a máscara de cílios, forma registrada em dicionários.
Foto: Rimmel - Marcas que viraram nome - Divulgação