As novas encomendas de bens de capital manufaturados dos Estados Unidos caíram inesperadamente em abril, depois de grandes ganhos nos meses anteriores, mas a demanda continua sustentada por um boom de gastos com inteligência artificial.
Os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves, um indicador observado de perto dos gastos das empresas, caíram 1,1% no mês passado, após um salto revisado para cima de 3,9% em março, informou o Census Bureau do Departamento de Comércio nesta quinta-feira.
Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,4%, depois de um aumento de 3,4% relatado anteriormente em março. Os pedidos desses bens de capital também aumentaram em fevereiro, ajudando os gastos das empresas com equipamentos a registrar um crescimento de dois dígitos no primeiro trimestre.
As empresas estão aumentando o investimento em IA, alimentando a demanda por equipamentos de processamento de informações e outros produtos relacionados.
Essa tendência está ajudando a sustentar a manufatura e a limitar o impacto das cadeias de ofertas prejudicadas pela guerra contra o Irã e pelos aumentos de preços de commodities como petróleo e alumínio. Algumas partes do setor industrial ainda estão lidando com os efeitos das tarifas de importação.
Os pedidos de computadores e produtos eletrônicos caíram 0,7%. Mas houve aumentos nas encomendas de equipamentos elétricos, eletrodomésticos e componentes, bem como de maquinário, metais primários e produtos de metal fabricados.
Os pedidos de bens duráveis, itens que vão de torradeiras a aeronaves, destinados a durar três anos ou mais, aumentaram 7,9% no mês passado, depois de terem avançado 1,3% em março.
Eles foram impulsionados por um salto de 165,9% nos pedidos de aeronaves e peças não relacionadas à defesa. A Boeing informou em seu site que recebeu 136 pedidos em abril, a maioria deles de modelos mais caros. Esse número se compara a 33 pedidos feitos em março.