Uma operação do Ministério Público de São Paulo deflagrada nesta quinta-feira que apura um esquema estruturado de corrupção a partir da manipulação indevida de créditos fiscais envolvendo grandes redes de varejo levou ao cumprimento de 22 mandados de busca e apreensão nas cidades de São Paulo, Campinas, Vinhedo e São José dos Campos.
Dos 22 alvos dos mandados judiciais, 20 eram fiscais da Secretaria de Fazenda paulista (Sefaz-SP), entre agentes, inspetores, coordenadores e delegados regionais tributários, segundo documentos da ação vistos pela Reuters e uma fonte do MP com conhecimento da operação.
Procurada, a Sefaz-SP não respondeu de imediato a pedido de comentário.
Suspeitas em créditos de empresas como Carrefour, Kalunga, Casas Bahia e Center Castilho estão sob investigação, segundo informações da investigação. Segundo a fonte que atua no caso, há diversos "elementos de que essas empresas participaram do esquema de corrupção". Por ora, ainda não há um balanço do tamanho das fraudes no esquema porque houve um aumento no escopo das investigações.
Entretanto, ressaltou a fonte, os esforços foram direcionados na atual fase à atuação dos fiscais da Receita estadual.
Procurado, o Grupo Casas Bahia disse em nota à imprensa não ter sido notificado por qualquer autoridade sobre investigação envolvendo a empresa em relação à operação.
"A companhia também desconhece qualquer relação entre ela e seus colaboradores, não havendo qualquer indício de irregularidades em seus procedimentos internos", disse. "A empresa permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar integralmente com eventuais investigações, nos termos da lei.
Procuradas, as demais empresas não se manifestaram a pedido de comentário até a publicação desta reportagem.