UBS BB assume que Petrobras elevará preços no 2º tri e reforça recomendação de compra

26 mar 2026 - 15h33

Analistas do UBS BB avaliam que a Petrobras ‌ajustará os preços dos combustíveis no segundo trimestre para encerrar o ano dentro da faixa de paridade, conforme relatório enviado a clientes, elevando o preço-alvo das ações da petroleira estatal de R$40 para R$60 e reiterando a recomendação de compra.

Para a gasolina, Tasso ⁠Vasconcellos e equipe assumem um ajuste de 10% no segundo trimestre (para ‌R$2,86/l, ante R$2,59/l) e nenhuma alteração adicional ao longo do ano.

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No caso do diesel, consideram um ajuste no segundo trimestre, alcançando ‌R$4,43/l, alta de 12% sobre R$3,97/l -- valor ‌que inclui R$0,32/l de subsídio -- ou acréscimo de 21% ⁠quando essa ajuda governamental é excluída. Também consideram um novo ajuste, menor do que 5%, no terceiro trimestre.

Do ponto de vista de receita de caixa, eles ponderaram que não importa se esse valor vem dos consumidores ou do governo. O programa de subvenção ao ‌diesel foi anunciado mais cedo neste mês para atenuar os efeitos ‌da alta nos combustíveis ⁠comercializados no Brasil, ⁠mas que ainda não está operacional.

De acordo com os analistas, a manutenção da ⁠recomendação de compra para as ‌ações é sustentada pela ‌perspectiva de forte geração de caixa e dividend yield de 11%-12% nos próximos dois anos, "entre os mais elevados entre seus pares globais, mesmo após o rali recente".

Neste ano, as preferenciais ⁠da Petrobras já acumulam uma valorização de quase 57%, enquanto as ações ordinárias somam uma alta de cerca de 65%. Por volta de 14h30, as PNs subiam 1,75%, a R$48,33, e as ONs avançavam 2,93%, a R$53,77.

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Vasconcellos ‌e equipe ressaltam que, embora as previsões no mercado estejam alinhadas quanto à curva de produção, as premissas para as cotações do ⁠petróleo no curto prazo e para os preços dos combustíveis estão desatualizadas.

"Nós estamos incorporando um Brent de US$86/barril para 2026... com impacto marginal de uma taxa de exportação (estimada) de 12% por quatro meses, além de preços mais altos para gasolina e diesel, uma vez que esperamos ajustes no curto prazo", afirmaram no relatório com data de quarta-feira.

Em termos de sensibilidade, acrescentam, mesmo em um cenário sem aumento nos preços dos combustíveis, ainda estimamos que a Petrobras pague cerca de 10% de dividend yield neste ano, beneficiada por ser uma exportadora líquida de petróleo -- cerca de 40% de sua produção total.

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