A dívida pública federal do Brasil cresceu 2,31% em fevereiro em relação ao mês anterior, com mais emissões de títulos públicos e despesa com juros, indo a R$8,841 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional nesta quinta-feira.
No período, a dívida pública mobiliária interna teve alta de 2,17%, a R$8,511 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa avançou 6,13% e atingiu R$329,65 bilhões.
Contribuiu para o aumento da dívida pública no mês passado uma emissão líquida de títulos no valor de R$102,8 bilhões e uma incorporação de juros no valor de R$77,7 bilhões na dívida interna.
O Tesouro destacou que em fevereiro preocupações com avaliações de empresas de inteligência artificial, a declaração de inconstitucionalidade do tarifaço dos Estados Unidos e as tensões no Irã fomentaram uma busca por segurança no mercado.
De acordo com as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma redução no mês passado, indo de 12,07% ao ano em janeiro para 11,90% ao ano.
O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna, por sua vez, ficou em 13,76% ao ano, mesmo patamar do mês anterior.
Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,03 em janeiro anos para 4,00 anos em fevereiro.
A reserva de liquidez, por sua vez, passou de R$1,085 trilhão em janeiro para R$1,192 trilhão em fevereiro. O valor é suficiente para quitar 6,41 meses de vencimentos de títulos, contra 6,77 registrados um mês antes.
Em relação a março, o Tesouro afirmou que com a volatilidade por conta das tensões geopolíticas no Oriente Médio, o Tesouro reduziu o volume ofertado de títulos públicos, atuando de forma extraordinária com recompra de papéis para dar suporte ao mercado.
De acordo com a secretaria, os leilões de compra e venda tiveram um resultado líquido de R$47,3 bilhões em recompras.