Mercado segue atento ao aumento de gastos do governo

Além de reajustes salariais, Congresso aprovou criação de novos cargos em ministério

4 fev 2026 - 10h41
Resumo
No Brasil, o noticiário político-econômico segue dominado pelo aumento de gastos públicos. O Congresso aprovou reajustes salariais para servidores, criação de novos cargos no Ministério da Educação e outras medidas, com impacto bilionário estimado para 2026.
Congresso
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Foto: Kayo Magalhães / Câmara dos Deputados

O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou o pregão desta terça-feira (3) em forte alta de 1,58%, aos 185.674 pontos, renovando o recorde de fechamento. Durante o dia, o índice ultrapassou a marca inédita de 187 mil pontos.

O movimento foi impulsionado por uma redistribuição global de investimentos, com menos recursos em ativos dos Estados Unidos e mais dinheiro direcionado a mercados emergentes, como o Brasil. Segundo o Goldman Sachs, trata-se de uma volta à diversificação, após forte concentração nos EUA.

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Entre os destaques do Ibovespa, a Vale subiu 4,92%, beneficiada pelo cenário externo, enquanto a Petrobras registrou ganhos de 1,24% (ON) e 0,91% (PN). No setor financeiro, o desempenho foi misto com Banco do Brasil em alta de 1,54%, enquanto o Santander Brasil amargou perda de 2,39%, após divulgar lucro abaixo do esperado.

No câmbio, o dólar caiu 0,18% ante o real, cotado a R$ 5,25, com apoio da valorização do petróleo e da expectativa de entrada de recursos estrangeiros na Bolsa. 

No cenário internacional, os Estados Unidos evitaram uma paralisação prolongada do governo após a aprovação de um pacote de gastos de US$ 1,2 trilhão, que inclui saúde, defesa e educação. 

Nesta quarta-feira (4), o foco dos mercados está nos dados de emprego dos EUA, como o relatório ADP, além dos PMIs da S&P e do ISM, divulgados nos EUA, na Europa e no Brasil. 

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No Brasil, o noticiário político-econômico segue dominado pelo aumento de gastos públicos. O Congresso aprovou reajustes salariais para servidores, criação de novos cargos no Ministério da Educação e outras medidas, com impacto bilionário estimado para 2026. No mercado, cresce a expectativa de um corte inicial de 0,5 ponto percentual na Selic, após a ata do Copom. 

Na Ásia, os mercados acompanharam com cautela o cenário externo, com os investidores atentos aos sinais da economia chinesa, enquanto na Europa as bolsas operam majoritariamente em alta, enquanto o mercado analisa o CPI da Zona do euro, que recuou dentro do esperado. As atenções também se voltam às decisões de juros do BoE e do BCE, previstas para esta quinta-feira (5).

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