Justiça torna 12 ex-executivos da Americanas réus por fraude bilionária

Varejista afirmou que foi vítima de uma 'fraude estruturada e de natureza dolosa' cometida por ex-funcionários; empresa diz que não teve acesso à decisão e reiterou que confia na Justiça

16 out 2026 - 12h41
(atualizado às 13h46)
Resumo
A Justiça Federal do RJ aceitou denúncia do MPF e tornou réus 12 ex-executivos da Americanas pela fraude bilionária que culminou na recuperação judicial da rede. Sob segredo de Justiça, a ação decorre da Operação Disclosure, iniciada após inconsistências contábeis em 2023. Dos 13 acusados originais, um fez delação premiada. Em nota, a Americanas declarou-se vítima de fraude dolosa da antiga gestão e reiterou confiança na responsabilização dos culpados.

A Justiça Federal do Rio de Janeiro acolheu a denúncia do Ministério Público Federal (MPF) e tornou réus 12 ex-executivos da Americanas por um esquema bilionário de fraude que acabou levando a varejista a pedir recuperação judicial. A denúncia havia sido apresentada em 2025 e foi aceita agora pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro.

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O processo criminal é um desdobramento das investigações sobre as inconsistências contábeis reveladas pela empresa em janeiro de 2023. A apuração do caso deu origem à Operação Disclosure e às denúncias do MPF contra antigos executivos e funcionários da varejista.

Processo sobre fraude na Americanas tramita em segredo de Justiça
Processo sobre fraude na Americanas tramita em segredo de Justiça
Foto: Taba Benedicto/Estadão / Estadão

Em 2025, o Ministério Público denunciou 13 ex-funcionários. Um deles, Márcio Cruz Meirelles, fechou posteriormente um acordo de colaboração premiada. Com a decisão desta semana, 12 ex-executivos passam formalmente à condição de réus. O processo tramita em segredo de Justiça.

Em nota, a Americanas afirmou nesta sexta-feira que foi vítima de uma "fraude estruturada e de natureza dolosa" cometida por ex-executivos da companhia.

"Ao longo de anos, ex-executivos manipularam controles internos, registros contábeis e informações relevantes ao mercado, em violação direta aos deveres fiduciários inerentes aos cargos que ocupavam e à legislação do mercado de capitais", afirmou.

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A empresa informou ainda que não teve acesso à decisão judicial e reiterou que confia na Justiça e no trabalho das autoridades para que os autores da fraude de resultados sejam responsabilizados.

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