Ibovespa sobe com apoio de Itaú e Petrobras; balanços ocupam atenções

14 mai 2026 - 12h57

O Ibovespa avançava nesta quinta-feira, com Itaú e Petrobras endossando uma recuperação do ‌índice após três quedas seguidas, enquanto investidores analisam uma nova bateria de resultados corporativos, em dia com o exterior positivo.

Por volta de 12h45, o Ibovespa, referência do mercado acionário brasileiro, subia 1,06%, a 178.972,70 pontos, após acumular um declínio de 3,8% nos primeiros pregões da semana, fechando na véspera em uma mínima desde 20 de março. O volume financeiro somava R$9,96 bilhões. 

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O cenário externo favorável, com Wall Street no azul, alívio nos rendimentos dos Treasuries e acomodação dos preços do petróleo, corroborava a melhora na bolsa ⁠paulista. Em Nova York, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançava 0,87%. 

O viés positivo na bolsa paulista era ainda ‌referendado pela queda nas taxas dos contratos de DI, que dispararam na véspera após a revelação pelo site Intercept Brasil de conversas entre o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, sobre pagamentos milionários ‌para financiar um filme sobre a vida do pai do parlamentar, o ex-presidente ‌Jair Bolsonaro.

"A crise envolvendo Flávio Bolsonaro virou o principal evento doméstico", afirmou o responsável pela área de renda variável da ⁠Criteria, Thiago Pedroso. "A tese de alternância em 2027 vinha ajudando ativos brasileiros. A crise envolvendo Flávio enfraquece essa narrativa e, ao mesmo tempo, o governo acelera medidas populares com custo fiscal potencial", acrescentou. 

Ainda na quarta-feira, Flávio negou que tenha cometido qualquer irregularidade em sua relação com o ex-banqueiro. Vorcaro, que está preso, está no epicentro de denúncias envolvendo fraudes financeiras e lavagem de dinheiro, culminando no escândalo da liquidação do Banco Master. Procurada, a defesa dele decidiu não comentar a reportagem do Intercept.

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DESTAQUES

• ITAÚ UNIBANCO PN avançava ‌2,45%, em pregão de ajuste positivo no setor após fortes perdas na véspera. BRADESCO PN subia 1,98% e SANTANDER BRASIL UNIT tinha elevação ‌de 1,11%.

• BANCO DO BRASIL ON reverteu ⁠a perda da abertura e subia ⁠0,19%, um dia depois de cortar a projeção de lucro para 2026 para um intervalo de R$18 bilhões a R$22 bilhões, em meio a ⁠uma queda de mais de 50% no lucro líquido ajustado do primeiro ‌trimestre em relação ao mesmo período de 2025. ‌O retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) recuou para 7,3%. Executivos do BB destacaram nesta quinta-feira que o banco aposta no crédito à pessoa física para melhorar a rentabilidade, principalmente nos segmentos de alta renda e no crédito consignado, enquanto ainda enxerga um cenário pressionado para a carteira do agronegócio. Na mínima mais cedo, o papel caiu 4,9%.

• PETROBRAS PN valorizava-se ⁠1,44% e PETROBRAS ON avançava 1,06%, também reagindo após declínio mais forte na véspera, mesmo com a trégua na alta recente dos preços do petróleo, com o barril sob o contrato Brent em queda de 0,6%, a US$105.

• VALE ON caía 1,23%, após acumular alta de mais de 3% desde o começo da semana. Na China, o contrato futuro de minério de ferro mais negociado na Bolsa de Mercadorias de Dalian encerrou as negociações do dia estável.

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• HYPERA ‌ON avançava 3,99%, endossada por "upgrade" de analistas do Citi, que elevaram a recomendação da ação da farmacêutica para "compra" e o preço-alvo para R$28, de R$26 anteriormente.

• C&A ON e LOJAS RENNER ON subiam 4,89% e 4,19%, respectivamente, também apoiadas pelo movimento nos ⁠DIs.

• BRASKEM PNA valorizava-se 3,52%, ampliando a alta na semana para 40,6%. Na noite da véspera, a petroquímica reportou lucro líquido de R$1,45 bilhão no primeiro trimestre, mais do que duplicando o resultado positivo obtido um ano antes. Em teleconferência sobre o balanço, o CEO afirmou que a empresa está tentando convencer stakeholders para ter acesso a mais capital de giro para gerar mais Ebitda.

• SLC AGRÍCOLA ON perdia 2,44%, após reportar lucro líquido de R$236 milhões nos três primeiros meses de 2026, o que representa uma queda de 53,8% ante o resultado observado no mesmo período do ano anterior.

• CVC BRASIL ON, que não está no Ibovespa, caía 15,49%, com o balanço também sob o holofote. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da operadora de turismo somou R$93,7 milhões nos três primeiros meses do ano, queda de 10,5% em relação ao primeiro trimestre de 2025.

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• CASAS BAHIA ON, que também não é do Ibovespa, perdia 7,84%, após reportar prejuízo líquido de R$1,06 bilhão no primeiro trimestre, pressionado pelo resultado financeiro, enquanto o desempenho operacional mostrou evolução. O CEO afirmou que está adotando uma estratégia conservadora, destacando que o cenário "macro está mais desafiador do que o pessoal imagina".

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