Fiesp pede que 'bom senso volte' e critica tarifa de 50% de Trump

Entidade das indústrias de SP defende que negociação seja feita com serenidade, respeitando a soberania nacional

10 jul 2025 - 13h55
(atualizado às 14h08)
Resumo
Fiesp critica a tarifa de 50% imposta por Donald Trump sobre exportações brasileiras, defendendo a retomada do bom senso e negociações balanceadas entre Brasil e EUA.
Fiesp vê medidas 'na contramão de ações voltadas à reindustrialização do País'
Fiesp vê medidas 'na contramão de ações voltadas à reindustrialização do País'
Foto: Werther Santana/Estadão / Estadão

A Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp) criticou a tarifa de 50% sobre as exportações brasileiras anunciada pelo presidente norte-americano, Donald Trump, e defendeu em nota que o ‘bom senso’ volte a nortear a relação entre Brasil e Estados Unidos.

“Esperamos que a diplomacia e as negociações equilibradas prevaleçam, a despeito de ideologias e preferências pessoais, e que o bom senso volte a nortear a relação entre essas duas grandes nações soberanas”, diz a nota, assinada pelo presidente da Fiesp, Josué Gomes da Silva.

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Apesar do impacto negativo para a indústria brasileira da elevação de tarifas unilateralmente pelos EUA, o presidente da Fiesp ressaltou que entende que a soberania nacional é inegociável.

Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp.
Foto: Felipe Rau/Estadão / Estadão

“O Brasil, assim como os Estados Unidos, é uma nação soberana em que prevalece o estado democrático de direito [...]. Pode parecer desnecessária essa afirmação, mas, quando razões não econômicas são usadas para justificar a quebra de todo o regramento comercial e do direito internacional, é importante reafirmar esses princípios”.

Na nota, a Fiesp ainda pediu que a negociação seja feita com serenidade, a partir de fatos e estatísticas verdadeiras, é de interesse comum às empresas brasileiras e americanas.

“É importante lembrar que os EUA têm relevante superávit com o Brasil não só na balança comercial, mas, ainda maior, também na balança de serviços. Desconhecer mais de 200 anos de excelentes relações internacionais e comerciais não atende a nenhum dos dois países”, diz o comunicado da entidade.

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Fonte: Redação Terra
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