Herdeira das Casas Pernambucanas teria doado imóvel de R$ 50 milhões a mulher que diz ser sua companheira

Patrimônio de Anita Harley, herdeira do grupo varejista Casas Pernambucanas, é alvo de uma batalha na Justiça

26 fev 2026 - 14h07
Mansão avaliada em R$ 50 milhões, localizada na região central de São Paulo, integra a disputa judicial envolvendo a herança de Anita Harley, herdeira do grupo varejista Casas Pernambucanas
Mansão avaliada em R$ 50 milhões, localizada na região central de São Paulo, integra a disputa judicial envolvendo a herança de Anita Harley, herdeira do grupo varejista Casas Pernambucanas
Foto: Reprodução/TV Globo

Uma mansão avaliada em R$ 50 milhões, localizada na região central de São Paulo, integra a disputa judicial envolvendo a herança de Anita Harley, herdeira do grupo varejista Casas Pernambucanas. O patrimônio é alvo de uma batalha na Justiça porque, dona de uma fortuna estimada em R$ 2 bilhões, a empresária está em coma há quase uma década, desde que sofreu um acidente vascular cerebral (AVC), em novembro de 2016.

De acordo com a série documental “O Testamento - O Segredo de Anita Harley”, que estreou na segunda-feira (23) no Globoplay, o imóvel, atualmente pertencente a Sônia Soares, conhecida como Suzuki, teria sido doado a ela por Anita, que hoje permanece internada em um leito de UTI, sob cuidados intensivos, sem condições de se comunicar ou tomar decisões.

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Sem filhos ou herdeiros diretos, a fortuna da empresária tornou-se objeto de disputa judicial entre pessoas próximas a ela. O caso foi destaque no Fantástico, da TV Globo.

Legado de Anita Harley, herdeira do grupo varejista Casas Pernambucanas, tornou-se o centro de uma disputa judicial
Foto: Reprodução/TV Globo

Mansão de mais de 90 cômodos 

Anita e Suzuki viveram por décadas em uma mansão de 96 cômodos localizada no bairro da Aclimação, na região central de São Paulo (SP). Avaliado em cerca de R$ 50 milhões, o imóvel foi transferido pela empresária para o nome de Suzuki.

Segundo Suzuki, as duas moraram juntas por 36 anos, até o momento em que Anita sofreu o AVC. A grandiosidade da residência, incluindo a fachada, aparece em trechos do documentário do Globoplay, que mostra imagens do imóvel.

"Nós construímos uma casa de 96 cômodos, 37 banheiros e cinco cozinhas", diz Suzuki em trecho do documentário.

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Cerca de um ano após a internação de Anita, Suzuki ingressou na Justiça com uma ação para o reconhecimento de união estável, sustentando que mantinha uma relação com a empresária havia mais de três décadas. A decisão judicial foi favorável a ela, reconhecendo a união.

"Eu estou aqui porque eu preciso da minha história e não da história que contam", afirmou Sônia no documentário.

A versão, no entanto, é contestada por Cristine Rodrigues, que trabalhou com Anita e também pleiteia na Justiça o reconhecimento de união estável. "Ela é minha companheira de vida", declarou Cristine.

Ao rebater a alegação de Sônia, Cristine afirmou: "Olha. Não preciso nem enxergar. Ninguém pode estar em dois lugares. Será que não dá pra entender? Não vale a pena."

Outro personagem central na disputa é Artur Miceli, filho biológico de Sônia. A Justiça reconheceu que ele deve ser considerado filho socioafetivo de Anita Harley e, portanto, herdeiro.

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Cristine discorda desse entendimento. Para ela, Anita era generosa com diversas pessoas ao seu redor, custeando estudos e bens, mas nunca teria assumido Artur como filho. "Anita tratava ele bem, como você trata uma criança que mora na sua casa. O fato de você tratar bem uma criança, de você pagar os estudos dessa criança... é normal", disse ela.

Fonte: Portal Terra
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