BRASÍLIA - As exportações brasileiras de produtos agropecuários alcançaram US$ 16,654 bilhões em abril, informou o Ministério da Agricultura, em nota. O valor é recorde para o período e 11,7% superior ao obtido em igual mês do ano passado (US$ 14,905 bilhões), o equivalente a uma alta de US$ 1,749 bilhão. O setor representou 48,8% dos embarques totais do País no último mês, em comparação com 49,9% em abril de 2025.
O resultado do setor, segundo a pasta, foi impulsionado pelo aumento de 9,5% no volume de produtos comercializados ao exterior, enquanto os preços médios dos produtos exportados cresceram 2,1%. "O aumento das exportações do agronegócio em abril se deu, principalmente, em função do crescimento das vendas de soja em grãos (+US$ 1,11 bilhão em termos absolutos), influenciado pela produção recorde de soja em grãos prevista para a safra 2025/26 pela Conab em 179,15 milhões de toneladas", destacou a Secretaria de Comércio e Relações Internacionais da Pasta, em nota técnica.
Os principais produtos exportados no mês passado foram:
- Soja em grãos, com US$ 6,97 bilhões, 41,8% de participação e alta de 18,8% em relação a abril de 2025;
- Carne bovina in natura com US$ 1,57 bilhão;
- Café verde com US$ 1,07 bilhão;
- Farelo de soja com US$ 869,87 milhões;
- Celulose com US$ 854,71 milhões;
- Carne de frango in natura com US$ 812,54 milhões;
- Algodão não cardado nem penteado com US$ 560,56 milhões;
- Açúcar de cana em bruto com US$ 344,79 milhões;
- Carne suína in natura com US$ 303,20 milhões;
- Óleo de soja em bruto com US$ 234,74 milhões.
Juntos, esses dez produtos responderam por 81% do total exportado pelo agronegócio em abril.
As exportações de carne bovina, algodão, carne suína, bovinos vivos e café solúvel bateram recorde em valor e volume exportado no mês passado. As vendas externas de soja e farelo de soja alcançaram recorde em volume, enquanto os embarques de celulose atingiram maior valor exportado.
Entre os destinos, a China se manteve como a principal importadora de produtos do agronegócio brasileiro no mês passado, com US$ 6,59 bilhões comercializados ao país asiático, 40% das exportações do setor, 688,96 milhões a mais que em 2025. Do total, a soja representou 73,1% com US$ 4,82 bilhões. Na sequência, está a União Europeia, com US$ 2,36 bilhões exportados, 14,2% do total, 8,7% mais que em 2025, e Estados Unidos, com US$ 1,01 bilhão, 6% do total e 16,8% menos que no ano anterior. Ao longo do mês passado, cresceram as exportações de produtos agropecuários brasileiros para China, UE, Turquia, Irã, Bangladesh e Índia, ressaltou o ministério.
Em abril passado, o País desembolsou US$ 1,62 bilhão com a importação de produtos agropecuários, queda de 3,6% ante igual mês de 2025. Os principais produtos agropecuários importados pelo Brasil foram: trigo, papel, produtos têxteis de algodão, salmões, óleo de palma, leite em pó, azeite de oliva, vinho e malte. Além disso, foram importados inúmeros insumos necessários à produção agropecuária: fertilizantes (US$ 1,27 bilhão, +2,0%; 3,25 milhões de toneladas, -12,0%) e defensivos (US$ 304,04 milhões, -6,9%; 51,56 mil toneladas, -3,2%), destacou o ministério na nota técnica.
Acumulado do ano
De janeiro a abril, as exportações do agronegócio brasileiro alcançaram US$ 54,594 bilhões, recorde para o período e crescimento de 3,7% ante o primeiro quadrimestre do ano passado. Já a participação do agronegócio nas exportações brasileiras recuou de 49,3% nos quatro meses de 2025 para 46,8% no acumulado até abril deste ano, com crescimento superior das exportações de produtos fora do setor.
Juntos, complexo soja (US$ 20,15 bilhões), carnes (US$ 11,14 bilhões), produtos florestais (US$ 5,31 bilhões), café (US$ 4,51 bilhões), complexo sucroalcooleiro (US$ 2,82 bilhões), cereais, farinhas e preparações (US$ 2,28 bilhões) representaram 84,6% das vendas externas do agronegócio brasileiro entre janeiro e abril deste ano. China, União Europeia e Estados Unidos seguiram como os principais destinos, respondendo, juntos, por mais da metade das exportações do setor, segundo dados do ministério.
As importações de produtos agropecuários recuaram 3,4% nos quatro meses do ano em relação a igual período do ano passado, para US$ 6,635 bilhões, equivalente a 7,2% do total internalizado pelo País no período. De janeiro a abril deste ano, foram destaques importações de papel, trigo, salmões e óleo de dendê.
O saldo da balança comercial do setor ficou positivo em US$ 47,959 bilhões, acima dos US$ 45,783 bilhões de igual período de 2025.