Bessent diz que G7 pretende confrontar China com dados sobre desequilíbrios

19 mai 2026 - 13h23

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, disse à Reuters nesta terça-feira que as discussões dos líderes financeiros do G7 sobre ⁠a redução dos desequilíbrios globais ‌enfatizaram muito o confronto com a China, com dados do ‌Fundo Monetário Internacional ‌mostrando o impacto prejudicial de ⁠seu enorme impulso de exportação.

Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent
18 de maio de 2026
REUTERS/Tom Nicholson
Secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent 18 de maio de 2026 REUTERS/Tom Nicholson
Foto: Reuters

Bessent disse que já havia alertado os aliados ocidentais que, sem proteções comerciais, eles enfrentariam uma enxurrada ‌de exportações chinesas, incluindo veículos elétricos, ‌que prejudicariam ⁠suas ⁠economias.

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"Eu havia alertado os europeus, os australianos, os ⁠britânicos, ‌os canadenses ‌e o Japão de que os EUA iriam erguer um muro tarifário e que esses produtos ⁠chineses de alta qualidade não poderiam ser absorvidos pelo Sul Global e que eles estariam chegando a ‌algum lugar", disse Bessent em uma entrevista após a reunião. "E, infelizmente, ⁠eu estava certo."

Com relação à aplicação das sanções ao Irã, ele disse que os países europeus precisavam tomar medidas mais fortes para fechar as agências bancárias iranianas e que os países asiáticos precisavam policiar melhor a frota de navios-tanque do Irã para evitar a transferência de petróleo para navios não sancionados.

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