A estatal francesa EDF em parceria com a Alstom venceu a maioria das propostas para o projeto de usinas eólicas ofertada pela França para dar o ponta-pé inicial do segmento no país, disse nesta sexta-feira o ministro de Energia do país, Eric Besson. Os projetos de energia eólica devem ajudar a França fechar uma lacuna em capacidade de energia renovável atrás de outros grandes países europeus, bem como reduzir sua dependência de energia nuclear.
A EDF venceu três propostas para os projetos de energia a partir de ventos, enquanto uma quarta oferta foi garantida pela espanhola Iberdrola em parceria com a estatal francesa Areva, fabricante de reatores nucleares. As companhias vão construir no norte da França projetos com capacidade de geração de 2 mil megawatts de energia proveniente de ventos em área offshore, o equivalente a dois reatores nucleares de pequeno porte, a partir de investimentos de 7 bilhões de euros (US$ 9,1 bilhões).
"Esta decisão vai levar ao desenvolvimento de um novo setor industrial, com um alcance global com 10 mil empregos", afirmou Eric Besson, em entrevista coletiva nesta sexta-feira. A França lançou a concorrência em julho passado, para uma capacidade máxima de 3 mil MW, como parte de um plano para aumentar sua energia renovável para atender 23 por cento da demanda de energia até 2020.
Projetos onshore abrangem atualmente 2,5% do consumo no país, com 7 mil MW instalados, bem atrás da Alemanha, que possui 28 mil MW. A EDF ganhou os concursos para sites em Saint-Nazaire, Courseulles-sur-Mer e Fecamp, enquanto a Iberdrola e a Areva vão construir um parque eólico em Saint-Brieuc. A produção nos locais vai começar em 2020, Besson acrescentou.