TST condena Havan por demitir funcionária que depôs contra a empresa

Rede de departamento de Luciano Hang demitiu trabalhadora que atuou como testemunha em ação trabalhista movida por outra ex-funcionária

19 jan 2026 - 19h42
Resumo
O TST manteve a condenação da Havan por danos morais devido à demissão discriminatória de uma funcionária que testemunhou contra a empresa em ação trabalhista.
Brasil, Brasília, DF, 06/09/2019. O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, posa para fotos durante visita à Brasília (DF), no Palácio do Planalto.
Brasil, Brasília, DF, 06/09/2019. O empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, posa para fotos durante visita à Brasília (DF), no Palácio do Planalto.
Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo

O Tribunal Superior do Trabalho (TST) reconheceu a decisão de segunda instância e manteve a condenação da Havan por danos morais a uma funcionária que acabou demitida 20 dias após testemunhar contra a empresa em uma ação trabalhista. O caso aconteceu na loja de Praia Grande (SP). 

De acordo com a ação, a funcionária prestou depoimento a favor de uma colega em um processo contra a Havan, em 26 de setembro de 2023. No dia 16 de outubro do mesmo ano, acabou demitida sem justa causa. 

Publicidade

À Justiça, a Havan declarou que a trabalhadora foi dispensada por baixa produtividade e desempenho insatisfatório. A empresa, no entanto, não apresentou qualquer prova, relatório ou avaliação que pudesse embasar o argumento. 

Ao longo do processo, a ex-chefe da funcionária demitida revelou que a prática era recorrente. Ela confirmou que a Havan mantinha a prática de dispensar empregados que testemunhavam contra a empresa. 

"Disse que o trâmite interno levava uns 30 dias, para não ficar tão evidente a relação entre os fatos e que o(a) trabalhador(a) não ficava sabendo o real motivo da dispensa", apontou a decisão do Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região (TRT-2), em São Paulo. 

A Havan foi condenada em segunda instância após o colegiado considerar que o desligamento foi discriminatório e violou direitos fundamentais da funcionária. O TRT-2 determinou, então, indenização por danos morais em R$ 10 mil.

Publicidade

A empresa recorreu da decisão, por meio de agravo no TST, mas a Corte rejeitou o recurso por meio da relatora Liana Chaib, que manteve a decisão do TRT-2. 

O Terra tenta contato com a Havan, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para manifestação. 

Luciano Hang é condenado a indenizar Lula em mais de R$ 33 mil por declarações ofensivas
Video Player
Fonte: Portal Terra
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se