Oferecimento

Dólar fecha abaixo dos R$5,15 após oscilar em margens estreitas

25 ago 2026 - 17h11
(atualizado às 17h24)
Resumo
Em sessão de baixa volatilidade e agenda esvaziada, o dólar fechou em leve queda de 0,23%, cotado a R$ 5,1414. O mercado operou atento às tensões no Oriente Médio, onde sanções dos EUA ao Irã e negociações diplomáticas no Estreito de Ormuz influenciaram moedas ligadas a commodities. No cenário doméstico, o Banco Central realizou leilão de swap cambial e o governo confirmou reunião com autoridades norte-americanas na próxima semana para discutir tarifas comerciais bilaterais.

Em uma sessão ‌de agenda relativamente esvaziada de indicadores econômicos, o dólar oscilou em margens estreitas e encerrou a terça-feira com leve baixa ante o real, com os investidores atentos ao noticiário sobre a guerra no Oriente Médio.

O dólar à vista fechou o dia com queda de 0,23%, aos R$5,1414. No ano, ⁠a divisa passou a acumular baixa de 6,33%.

Publicidade

Às 17h09, o dólar futuro para ‌setembro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,33% na B3, aos R$5,1490.

Os investidores globais mantiveram nesta terça-feira o Oriente Médio no radar, ‌após os EUA ampliarem as sanções econômicas ‌ao Irã, ameaçando excluir do sistema financeiro baseado em dólar os ⁠países que continuarem a negociar com Teerã.

Em reação, o Irã classificou como "flagrante ilegalidade" a aplicação de sanções pelos EUA e afirmou ter discutido com Omã uma proposta para um "corredor de navegação temporário conjunto" pelo Estreito de Ormuz, além de um plano para remover as minas do local. Cerca de 20% ‌do petróleo e do gás comercializado no mundo circulam pelo estreito.

Neste cenário, o ‌dólar cedeu ante divisas ⁠como o rand ⁠sul-africano e a rupia indiana, mas se manteve próximo da estabilidade ante o real e ⁠o peso mexicano durante a maior ‌parte do dia.

Publicidade

"O que está ‌influenciando os preços é a tentativa de acerto diplomático para reabrir o Estreito de Ormuz. Isso deu um impulso leve para as moedas ligadas a commodities, em um ambiente um pouco mais para o ⁠risco", comentou durante a tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik.

"Mas o mercado está curto, sem muitos negócios, aguardando as decisões sobre o conflito no Irã", acrescentou.

Após atingir a cotação máxima intradia de R$5,1679 (+0,28%) às 9h24, o dólar à vista marcou a ‌mínima de R$5,1389 (-0,28%) às 16h58, já perto do fechamento. Da máxima para a mínima a oscilação foi de apenas -0,56%, em uma sessão de volatilidade ⁠menor.

No fim da manhã, o Banco Central vendeu 50.000 contratos de swap cambial para rolagem do vencimento de 1º de setembro.

À tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) confirmou que o governo brasileiro terá uma reunião na próxima segunda-feira com o representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer.

A reunião foi agendada após conversa na sexta-feira entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente norte-americano, Donald Trump, o primeiro contato entre ambos desde que os EUA adotaram novas tarifas contra produtos brasileiros.

Publicidade

No exterior, às 17h08 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,09%, a 98,872.

(Edição de Isabel Versiani e Pedro Fonseca)

Reuters - Esta publicação inclusive informação e dados são de propriedade intelectual de Reuters. Fica expresamente proibido seu uso ou de seu nome sem a prévia autorização de Reuters. Todos os direitos reservados.
TAGS
Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações