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Samarco prevê retomar posição de 2º maior exportador global de pelotas em 2028, diz CEO

25 ago 2026 - 16h59
(atualizado às 17h24)
Resumo
A Samarco prevê retomar o posto de 2ª maior exportadora global de pelotas em 2028, ao investir R$ 13,8 bilhões para atingir sua capacidade máxima de até 27 milhões de toneladas anuais. A joint venture da Vale e BHP, que opera hoje com 60% da capacidade após o desastre de Mariana em 2015, mira a crescente demanda por descarbonização industrial na Europa e no Japão para impulsionar suas vendas e expandir futuramente sua competitividade no mercado internacional.

A Samarco prevê reconquistar ‌a posição de segundo maior exportador global de pelotas de minério de ferro a partir de 2028, quando atingirá sua capacidade máxima de produção, e vê forte crescimento da demanda por seus produtos nos próximos anos, disse o presidente da companhia, Rodrigo Vilela, à Reuters nesta terça-feira.

Joint venture da ⁠Vale com a BHP, a Samarco opera atualmente com cerca de 60% de ‌sua capacidade produtiva e comercializou 15,9 milhões de toneladas de pelotas e finos de minério de ferro em 2025. A própria Vale é a maior ‌exportadora de pelotas.

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Para atingir 100% da capacidade instalada ‌a partir de 2028, de 26 milhões a 27 milhões de ⁠toneladas por ano de finos e pelotas, a empresa prevê investimentos de R$13,8 bilhões.

Vilela disse que há grande expectativa para o mercado de pelotas, com impulso da transição energética para uma economia de baixo carbono.

Segundo ele, a demanda por pelotas no mercado transoceânico está por volta de 100 milhões ‌a 120 milhões de toneladas por ano e pode crescer para acima de ‌300 milhões a partir de ⁠2030. 

"Os nossos clientes ⁠estão investindo em grandes projetos de descarbonização, principalmente na Europa, no Japão, transformando seus ⁠alto-fornos em plantas de redução direta, ‌que vão requerer cada vez ‌mais pelotas, que, sem dúvida nenhuma, é o grande vetor para que eles possam descarbonizar", afirmou o executivo, durante participação no congresso de mineração Exposibram. 

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A Samarco vem retomando sua capacidade produtiva desde dezembro de 2020, ⁠após ter ficado anos paralisada devido ao rompimento mortal de barragem em Mariana, em Minas Gerais, em 2015.

Vilela disse que atualmente o foco da empresa é cuidar da reparação pelo rompimento e recuperar sua capacidade produtiva, mas que futuramente poderia buscar expandir ‌sua capacidade de produção.

"É claro que, para além disso, nós temos possibilidade de avançar nas nossas vantagens competitivas", disse o presidente da Samarco, pontuando que ⁠a empresa tem modais "extremamente competitivos" do ponto de vista financeiro, social e ambiental e também poderia aumentar a capacidade da mina.

"Muitas dessas vantagens competitivas podem sim ser exploradas no futuro."

Vilela também afirmou que o mercado de pelotas atualmente está com mais demanda do que oferta, diante da paralisação de grandes produtores na região do Golfo Pérsico, inclusive por influência da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã.

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A empresa também está empenhada em produzir finos de minério de ferro a partir de rejeitos, somando volume de 300 mil toneladas neste ano até agosto. Até 2028, a empresa prevê produzir 2 milhões de toneladas por meio dessa iniciativa, disse o executivo.

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