A CSN fechou acordo para vender a CSN Cimentos à chinesa Huaxin por R$ 12,74 bilhões. A operação visa reduzir o endividamento e equilibrar a estrutura de capital da siderúrgica brasileira, segunda maior produtora de cimento do país com 20% do mercado nacional. A conclusão da transação ainda depende das aprovações regulatórias no Brasil, pelo Cade e pela Aneel, e de órgãos competentes na China.
A Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) informou que celebrou neste sábado, 7, o contrato de compra e venda de ações com a chinesa Huaxin Building Materials Group para a venda da CSN Cimentos. O valor da operação foi de R$ 12,74 bilhões, sujeito a ajustes.
Em fato relevante, a CSN explica que a operação depende de aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) e de aprovações regulatórias chinesas.
"A transação constitui uma etapa importante na estratégia da companhia voltada à redução do seu endividamento e o equacionamento da sua estrutura de capital", explicou a CSN no comunicado.
Na sessão de sexta-feira, 6, da B3, as ações ordinárias da CSN aceleraram os ganhos durante a tarde e chegaram a entrar em leilão por oscilação máxima permitida. No momento, o papel subia pouco mais de 10%. Ao final do pregão, as ações tinham ganho de 8,89%, figurando entre os destaques positivos do Ibovespa.
No fim do outubro, a CSN havia informado ter celebrado um acordo de exclusividade com a companhia chinesa, pelo prazo de dez dias, para avançar na assinatura dos documentos definitivos da venda de ações de sua controlada CSN Cimentos. A empresa brasileira é a segunda maior produtora de cimento e outros materiais de construção do País, com cerca de 20% do mercado, atrás apenas da Votorantim Cimentos (VC).
O processo de venda, que era inicialmente previsto para ser encerrado até o final do terceiro trimestre, atraiu vários grupos cimenteiros locais e estrangeiros, sendo três da China. Mas, a partir de agosto, as negociações se concentraram com a Huaxin e um consórcio formado entre a Votorantim Cimentos e a italiana Cementir Holdings.
Segundo a CSN, a Huaxin apresentou a proposta mais vantajosa para a aquisição da CSN Cimentos no processo competitivo lançado em março de 2026.