A Braskem protocolou, na madrugada desta segunda-feira, 24, um pedido de recuperação extrajudicial para sanar dívidas de mais de US$ 10 bilhões. A informação foi divulgada pelo jornal Estadão, com base em relatos de pessoas próximas à operação da petroquímica.
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O Terra pediu um posicionamento à Braskem sobre o pedido e ainda aguarda retorno. Nos canais oficiais destinados a investidores, a companhia ainda não divulgou informações.
Nesta segunda, vence o prazo de 60 dias de proteção contra credores obtido pela Braskem. Com o pedido de recuperação extrajudicial protocolado, a empresa obtém mais 90 dias de proteção, durante os quais irá negociar com credores um plano de reestruturação final, com adesão de 50% mais 1.
Para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial, é preciso a adesão de 33% dos credores, e a negociação se estendeu durante o fim de semana. Entre os credores estão bancos e alguns detentores de títulos de dívida emitidos pela empresa no exterior (bondholders). Estes últimos, inclusive, detêm cerca de US$ 7 bilhões da dívida.
Na semana passada, a companhia conseguiu encaminhar a situação de sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, cujo pedido de recuperação judicial nos Estados Unidos trouxe, como parte da proposta, um aporte da Braskem de US$ 476 milhões, dos quais aproximadamente US$ 126 milhões já haviam sido desembolsados antes do pedido de Chapter 11, e outros US$ 230 milhões devem ter desembolso no curto prazo. O restante será colocado na subsidiária mexicana em seis meses.