BC volta a avaliar que liquidação do Master não gerou efeito sistêmico no sistema financeiro

Mecanismos de proteção do FGC evidenciaram a capacidade de 'absorção de choques' e a 'resiliência do sistema', segundo relatório

25 mai 2026 - 11h27

BRASÍLIA - O Banco Central reafirma no Relatório de Estabilidade Financeira (REF) que a liquidação extrajudicial do conglomerado Master não gerou efeitos sistêmicos no Sistema Financeiro Nacional (SFN). O documento refere-se ao segundo semestre do ano passado e foi divulgado nesta segunda-feira, 25.

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"Os mecanismos de proteção associados ao Fundo Garantidor de Créditos (FGC) foram acionados conforme o modelo institucional vigente, evidenciando a capacidade de absorção de choques e a resiliência do sistema financeiro", diz.

Em março, o Comitê de Estabilidade Financeira (Comef) do Banco Central já havia reafirmado que a liquidação das instituições ligadas aos Master não tinha gerado efeitos sistêmicos no âmbito do SFN.

Segundo o BC, não há risco relevante para a estabilidade financeira com o caso Master
Segundo o BC, não há risco relevante para a estabilidade financeira com o caso Master
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil / Estadão

No relatório, o BC observa que, após a liquidação, os clientes ressarcidos pelo FGC direcionaram recursos principalmente para instituições financeiras de maior porte e de maior relevância sistêmica, em linha com o esperado em eventos de resolução bancária.

Também destaca que "a crise pontual com o conglomerado Master não gerou impacto relevante nas taxas praticadas em instrumentos garantidos pelo FGC".

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Emenda que a manutenção do amplo acesso das instituições financeiras ao mercado de captações reforça a confiança dos depositantes na higidez do SFN.

No REF, o BC também avalia que não há risco relevante para a estabilidade financeira. Diz que o SFN segue com capitalização e liquidez confortáveis, e provisões adequadas ao nível de perdas esperadas. "Além disso, os testes de estresse de capital e de liquidez demonstram a robustez do sistema bancário", afirma.

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