O Banco Central (BC) acredita que a inflação ficará em linha com as metas até 2011, mas aponta riscos aos preços, decorrentes principalmente do crescimento econômico, que será bastante forte no ano que vem, mostrou o Relatório Trimestral de Inflação do quarto trimestre divulgado nesta terça-feira.
A expansão da economia em 2010 será sustentada "exclusivamente" pela demanda interna, de acordo com o documento. No front inflacionário, o BC aponta como riscos a intensidade da retomada da economia e a redução da margem remanescente de ociosidade, mas enfatiza que a inflação deve seguir em linha com as metas em 2010 e 2011.
A estimativa do BC para a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) do ano que vem aumentou de 4,4% no relatório anterior, do terceiro trimestre, para 4,6%.
A estimativa para a inflação neste ano teve leve alta para 4,3%, ante 4,2% antes. A meta de inflação de ambos os anos tem centro em 4,5% e tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.
"Do ponto de vista do balanço de riscos relacionados às perspectivas da inflação, o principal risco advém da intensidade em que se dará a recuperação da atividade econômica doméstica. Em particular, um risco a ser monitorado é de que a margem remanescente de ociosidade de recursos seja ocupada mais rapidamente do que o contemplado no cenário principal, o qual está baseado em recuperação gradual da economia", disse o BC.
"Os riscos se tornam mais elevados à medida que se considera que a inflação corrente já se situa em valores ao redor da meta, limitando a margem de acomodação da política monetária."
Mas o BC ressalva que apesar da alta dos núcleos de inflação e dos índices de difusão recentes e de uma aceleração sazonal prevista para o começo de 2010 - por mensalidades, alimentos in natura e tarifas de ônibus -, "sob condições monetárias adequadas, (a inflação) deverá se manter em linha com a trajetória das metas em 2010 e 2011".
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