O boletim Focus do Banco Central indicou ajustes nas projeções econômicas: a previsão para o IPCA foi a 5,00% em 2026 e a 4,29% em 2027, distanciando-se do centro da meta de 3,00%. A estimativa de crescimento do PIB para este ano avançou ligeiramente para 1,93%, mantendo-se em 1,50% para o próximo ciclo. Já as expectativas para a taxa Selic permaneceram estáveis, projetadas em 13,75% ao final deste ano e 12,00% em 2027, com o mercado apostando em um corte iminente de 0,25 ponto percentual na taxa atual.
Analistas consultados pelo Banco Central fizeram pequenos ajustes em suas estimativas para a inflação e a economia neste ano na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central nesta terça-feira.
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 passou a 5,00%, de 5,01% antes. Para 2027, a conta subiu a 4,29%, de 4,28%.
O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.
O IBGE divulga na sexta-feira os dados do IPCA de agosto, depois de o IPCA-15 ter registrado no mês passado a primeira deflação em um ano graças às quedas nos preços da energia elétrica, dos alimentos e de transportes.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento neste ano subiu a 1,93%, de 1,92%, mas permaneceu em 1,50% para 2027.
A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda manutenção na perspectiva para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 13,75% ao final deste ano e em 12,00% em 2027. Ela está atualmente em 14,00% e os especialistas esperam um corte de 0,25 ponto percentual na reunião deste mês do BC.